União no congresso foi "1.ª derrota" dos adversários da oposição

União no congresso foi "1.ª derrota" dos adversários da oposição

 

Lusa/AO Online   Nacional   11 de Jan de 2015, 16:11

O novo líder do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, afirmou hoje que com as eleições internas o "feitiço virou-se contra o feiticeiro", representando a "primeira derrota dos adversários políticos" do partido.

"A partir de hoje estamos unidos a afirmar que o nosso PSD é a solução para a Madeira", declarou Miguel Albuquerque no discurso de encerramento do XV congresso regional dos sociais-democratas que ficou marcado pela sua aclamação como sucessor de Alberto João Jardim, que foi líder durante quatro décadas.

Discursando cerca de 30 minutos, o novo presidente da comissão política disse que o PSD/M "sai mais forte" desta reunião magna, porque as "novas políticas e comportamentos estão definidos", representando "o início da nossa vitória nas próximas eleições regionais".

"Não queremos um PSD estagnado", pelo que as alterações que preconiza visam "estimular o pluralismo interno e o saudável debate de ideias" e aposta no alargamento da representatividade, abrindo o partido "à comunidade, ao mundo do trabalho, às empresas, da ciência da cultura, da juventude", realçou.

E adiantou: "Connosco não haverá um PSD parado, prisioneiro das rotinas e do carreirismo", reforçando que "os desafios pela frente vão envolver a participação de todos e serão concretizados sem falsas promessas ou demagogias".

Miguel Albuquerque assegurou que o novo PSD/Madeira "não usará a ofensa e a injúria" para afirmar as suas razões, destacando que o partido "não tem medo da dialética democrática, nem de eleições".

O novo líder agradeceu o empenho de todos e recordou que "o partido não tem lugares eternos".

Dirigindo-se ao vice-presidente nacional do PSD, Marco António Costa, quando falava da necessidade de resolver o problema das acessibilidades das ilhas, mencionou que "não existe explicação razoável" para o tratamento diferenciado entre a Madeira e os Açores em matéria de liberalização aérea.

"A privatização da TAP tem que levar em conta a situação arquipelágica [situação geográfica mais difícil] das ilhas", observou.

Aproveitando também a presença do presidente do PSD/Açores, Duarte Freitas, no congresso, defendeu ser necessário "aproximar" os partidos das duas regiões.

"Vamos estreitar as relações políticas. Vamos trabalhar na busca de novas soluções para o futuro", disse

Entre as várias apostas do PSD/Madeira, apontou o melhoramento da eficiência da administração pública, o aproveitamento dos fundos comunitários no quadro 2014-2020, o diálogo com os profissionais de saúde e eficácia deste sistema regional, adiantando que não deixará de "avaliar todas as possibilidades para a concretização de uma nova unidade hospitalar".

Albuquerque também sustentou ser imprescindível o diálogo com todos os intervenientes na área da educação e com os elementos do setor do turismo, bem como a aposta nos setores tradicionais, na economia do mar, novos laços de aproximação às comunidades emigrantes.

Miguel Albuquerque também prometeu rever a política dos portos e referiu ser de "atender às oportunidades que permitam a existência de uma ligação marítima com o continente".

O Centro Internacional de Negócios da Madeira foi outro ponto em foco no discurso do novo presidente da comissão política regional do PSD/M, sublinhando que é "preciso promover o CINM, dissipar preconceitos e fazer valer a sua importância junto das instâncias nacionais e europeias".

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