União bancária é o próximo passo para gerar confiança na zona euro

União bancária é o próximo passo para gerar confiança na zona euro

 

Lusa/AO online   Economia   30 de Ago de 2012, 14:09

O presidente da Comissão Europeia disse hoje que as propostas que o seu executivo se prepara para apresentar com vista à criação de uma união bancária europeia constituem o próximo passo com vista a restabelecer a confiança na zona euro.

Num discurso proferido num simpósio em Alpbach, Áustria, sobre a resposta europeia à crise, e divulgado em Bruxelas, José Manuel Durão Barroso confirmou que a Comissão irá apresentar um pacote de propostas sobre a união bancária, e em particular um mecanismo europeu de supervisão bancária, dentro de sensivelmente duas semanas, por ocasião da sessão plenária de 'rentrée' do Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

Fontes comunitárias indicaram que tal deverá suceder a 12 de setembro, coincidindo com o tradicional discurso anual do presidente da Comissão, perante a assembleia, sobre o “Estado da União”, que uma vez mais será marcado pela resposta europeia à crise económica e financeira.

Durão Barroso sustentou hoje que as propostas que a Comissão se prepara para apresentar constituem o próximo passo “concreto e imediato” da visão de Bruxelas para “gerar confiança no futuro da zona euro”, embora seja necessário continuar a aprofundar a integração económica numa perspetiva mais a longo prazo.

A esse propósito, o presidente da Comissão defendeu a ideia de que o caminho que a Europa necessita de seguir se assemelha a uma escalada de uma montanha, e que, por muito esforço que tal exija, é necessário concluir.

“Alguns pensam que há outro caminho, que deveríamos recuar para o vale ou pelo menos encontrar um abrigo a meio caminho. Eu não concordo com isso. Não podemos simplesmente ficar onde estamos ou tentar mesmo regressar ao ‘status quo’ anterior”, disse.

Falando perante uma plateia austríaca, Durão Barroso concluiu que, ao contrário do que se poderia esperar de um português, não ia recorrer a uma metáfora de marinheiro, mas sim a uma citação de um alpinista, até porque já subiu ao Pico, a montanha mais alta de Portugal, durante a campanha para primeiro-ministro, e citou o tirolês Peter Habeler, que, depois de escalar o Evareste, afirmou que tal se tratava de uma vitória não sobre a montanha, mas sobre si mesmo.


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