Bullying

Um terço dos inquiridos pela Proteste já foram vítimas na escola, trabalho ou Net

Um terço dos inquiridos pela Proteste já foram vítimas na escola, trabalho ou Net

 

Lusa/AO online   Nacional   23 de Ago de 2012, 11:39

Mais de um terço das 1.240 pessoas inquiridas pela revista Proteste afirmaram já ter sido vítimas de bullying na escola, no trabalho ou na Internet.

Os resultados deste inquérito, que vão ser divulgados na edição de setembro da Proteste, indicam que 12% das vítimas de bullying escolar mantêm recordações que os perturbam mesmo na idade adulta.

O bullying pode ser definido como um comportamento agressivo, físico ou verbal, repetido no tempo em relação a uma vítima que não é capaz de se defender.

“Os inquiridos já adultos sonham com os eventos (14%) ou recordam com sofrimento a situação (36%). No global, há uma prevalência de 20% de bullying escolar retrospetivo, ou seja, recordado pelos nossos inquiridos”, refere o artigo da revista.

Ainda no contexto escolar, só em 21% dos casos os professores ficaram a par da situação de bullying, uma situação que ocorre com maior prevalência até ao 6.º ano.

Segundo a Proteste, faltou à maioria das crianças e jovens instrumentos para resolver o problema, optando por ignorar ou evitar a situação.

O bullying assume maior prevalência nas raparigas, e a timidez, um estilo mais passivo ou uns quilos a mais são os motivos mais indicados.

Aliás, em 47% dos casos, os inquiridos dizem ter sido vítimas por causa da timidez e 28% afirma que foi por ser considerado uma pessoa fraca.

Já no local de trabalho, o bullying (ou mobbing) é mais frequente entre colaboradores com vínculos precários e é um comportamento que afeta a produtividade e o empenho.

Entre os inquiridos ativos do estudo, cerca de um quarto reconheceu ter sido submetido a atos de bullying no emprego, no último ano. As chefias são quem mais exerce este tipo de agressão.

Segundo os dados do inquérito, trabalhadores que são vítimas relatam mais problemas de saúde, estando o bullying associado a cansaço extremo, ansiedade ou depressão.

Na análise feita aos inquiridos que já foram vítimas de bullying no ciberespaço, fica demonstrado que o fenómeno é mais frequente entre os 18 e os 24 anos.

Aqui, a estratégia passa por escrever frases replicadas nas redes sociais ou enviar mensagens sem remetente para provocar medo ou intimidar.

O questionário da Proteste foi enviado em novembro do ano passado a uma amostra representativa da população portuguesa, entre os 18 e os 64 anos, tendo sido recebidos 1.240 questionários válidos.


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