Um primeiro-ministro que aconselha a emigração não acredita no seu país

Um primeiro-ministro que aconselha a emigração não acredita no seu país

 

Lusa/AO Online   Nacional   22 de Dez de 2011, 06:43

 O secretário-geral do PS, António José Seguro, afirmou  que um primeiro-ministro que aconselha jovens e professores a emigrar é um chefe de Governo que não acredita no seu país e que está de braços caídos.

António José Seguro falava no início do jantar de Natal do Grupo Parlamentar do PS, depois de uma breve intervenção do líder da bancada socialista, Carlos Zorrinho.

Seguro começou por elogiar a "lealdade" e "dedicação" de Carlos Zorrinho como líder parlamentar do PS e deixou depois o recado aos deputados de que "conta com todos" no papel de oposição ao Governo.

No seu discurso, marcado por sucessivas críticas ao Governo, o secretário-geral do PS lamentou que a ideia de incentivar jovens e professores à emigração "esteja a ser assumida ao mais alto nível" no executivo PSD/CDS, numa alusão a recentes declarações de Pedro Passos Coelho.

"Não se trata de um episódio acidental. Um primeiro-ministro de um país aconselha uma parte dos seus profissionais mais qualificados - os professores - a emigrar e a encontrarem oportunidades fora de Portugal, é um primeiro-ministro que não acredita no seu país, é um primeiro-ministro que está de braços caídos, que desistiu de lutar. E o mais interessante de tudo isto é que depois, na ânsia de teorizar sobre o assunto, veio o PSD propor a criação de uma agência para regular essa emigração", apontou Seguro.

Segundo o secretário-geral do PS, "a situação é grave, porque se está a falar da vida de jovens e de professores".

"Estamos a falar da dignidade das pessoas - e o que se exige de um Governo é que encontre políticas ativas de emprego, apostando no crescimento económico", insistiu o líder dos socialistas.

Na sua intervenção, António José Seguro voltou a criticar a ausência de medidas do Governo para proteger o investimento estrangeiro já contratualizado pelo anterior executivo para Portugal (caso da fábrica de baterias da Nissan) e a ideia de considerar que a questão dos 700 mil desempregados se resolve com o tempo.

Seguro referiu-se ainda à reunião do Conselho de Ministros informal, domingo, no Forte de São Julião da Barra, "em que apenas houve umas breves palavras tímidas [do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas] sobre emprego e crescimento económico, mas nenhuma medida".


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