UGT quer Pacto para o Emprego concluído até ao final do ano


 

Lusa / AO online   Nacional   4 de Set de 2010, 18:38

O secretário geral da UGT considerou hoje “fundamental” a assinatura do Pacto para o Emprego até ao final do ano, defendendo que este processo tem de ser “extremamente rápido” e nele o Governo não pode ser árbitro.

“Achava razoável e achava fundamental”, disse João Proença, adiantando que “o ideal era outubro, novembro” para encerrar o pacto.

Em Leiria, onde participou no congresso fundador da UGT-Leiria, o secretário geral da central sindical reconheceu que neste processo “têm sido levantados pela parte patronal problemas, nomeadamente o aumento do salário mínimo”.

“Há três compromissos que têm que ser assumidos: salário mínimo, o Código Contributivo da Segurança Social e o aumento das pensões”, explicou a este propósito, lembrando que o código está suspenso.

O dirigente sindical apontou a necessidade de revisão da fórmula das pensões dada “a situação do país”, salientando ser “insustentável os pensionistas com pensões mais baixas este ano percam poder de compra”.

João Proença anunciou ainda disponibilidade para discutir o salário mínimo

“Isto tudo se, na prática, houver uma política de rendimentos que sirva de orientação para a negociação coletiva. Se não houver, cumpram-se os acordos”, declarou.

O secretário geral da UGT anotou que neste momento ainda decorrem “os debates preliminares” do Pacto para o Emprego, medida constante no programa do Governo, acrescentando que as propostas da central sindical “têm sido normalmente bem recebidas”.

Para João Proença, neste processo “cada um tem que assumir a sua responsabilidade, incluindo o Governo”, que “não pode querer ser árbitro”.

“O Governo é parte e tem que apresentar propostas respondendo também àquilo que são as propostas dos parceiros sociais”, disse o dirigente sindical, defendendo rapidez neste processo porque “os problemas são urgentes”.

“Hoje todos sentimos o desemprego, o aumento do desemprego e todos sentimos um aumento da instabilidade no emprego”, declarou, reiterando necessidade de “respostas rápidas”.

Segundo João Proença, “um pacto só centrado no Ministério do Trabalho” não satisfaz a UGT.

“Queremos um pacto económico e um pacto social”, declarou, considerando que este deve contemplar “crescimento da competitividade e do emprego”.

“Nós costumamos dizer sem crescimento não há postos de trabalho, não há crescimento se não houver competitividade”, acrescentou, frisando que as políticas de emprego “não é só criação de postos de trabalho”, mas também “resposta e apoio aos desempregados” e resposta “à manutenção dos postos de trabalho”.

O congresso fundador da UGT-Leiria, constituída por 21 associações sindicais, teve a participação de 85 delegados.

A estrutura - a 18.ª união da UGT no país, faltando apenas Madeira e Lisboa – pretende reforçar o trabalho da central sindical nas regiões.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.