UGT/Açores diz que taxa de desemprego na região é superior à oficial

UGT/Açores diz que taxa de desemprego na região é superior à oficial

 

Lusa/AO online   Regional   15 de Abr de 2016, 18:50

O dirigente da UGT/Açores António Ferreira disse que a taxa de desemprego na região é superior aos valores oficiais, atingindo 15.335 pessoas, a que acrescem 2 mil inativos, valor que assume contornos "altamente preocupantes".

 

"À taxa de desemprego oficial registada na região, correspondente a 15.335 desempregados, terá de se acrescer cerca de 2.000 inativos, o que faz com que o fenómeno do desemprego nos Açores ganhe valores reais mais elevados do que os registados oficialmente e assuma contornos altamente preocupantes", declarou o dirigente da UGT/Açores, António Ferreira, em conferência de imprensa, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

António Ferreira, que procedia à leitura de um documento sobre a situação do desemprego nos Açores, explicou que o valor dos inativos foi apurado em função do princípio da União Europeia que refere que, todos os anos, perto de um quinto de desempregados de longa duração desanima e torna-se inativo devido à falta de sucesso na procura de emprego.

O sindicalista revelou que os programas temporários absorveram cerca de oito mil pessoas, 5.271 das quais estavam inscritas nos centros de emprego dos Açores em programas ocupacionais, em fevereiro de 2016.

De acordo com os dados estatísticos oficiais coligidos pela estrutura sindical, a taxa de desemprego na região "mais do que duplicou" na sequência da crise, tendo passado de 5,6% no quarto trimestre de 2008 para 12,6% em igual período de 2015, o que se traduziu num aumento de 6.714 para 15.335 trabalhadores desempregados registados.

"A gravidade estrutural desta crise é-nos dada pelo pico de 20.916 desempregados que se atingiu no quarto trimestre de 2013, representando uma taxa de desemprego de 17,3%, denotando-se a partir dessa data uma tendência para o seu gradual decréscimo", referiu António Ferreira.

Francisco Pimentel, líder da UGT/Açores, também presente na conferência de imprensa, considerou que "parte substancial" dos trabalhadores em programas operacionais "estão a ser utlizados para satisfazer necessidades permanentes" das entidades a que prestam trabalho.

O dirigente sindical, apesar de não colocar em causa os programas operacionais, preconizou que o executivo açoriano deve proceder a um levantamento das necessidades permanentes das administrações públicas que recorrem a trabalhadores ocupacionais, visando a admissão de pessoal e regularização dos vínculos laborais.

O dirigente considerou que o documento hoje divulgado pretende "alertar para a necessidade de atacar" esta realidade, bem como, num "espírito de diálogo", solicitar a "mobilização dos parceiros sociais" através do pedido de reuniões com a CGTP/Açores, Câmara de Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) e Federação Agrícola dos Açores, no âmbito do que designou como uma "parceria para o desenvolvimento económico e social da região".

Francisco Pimentel disse que o resultado destes encontros, com estas entidades que geram emprego, serão apresentados ao Governo dos Açores e aos partidos com assento parlamentar para ultrapassar aquele cenário de desemprego.


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