UGT/Açores diz que redução do desemprego deve ser vista com "cautela"

UGT/Açores diz que redução do desemprego deve ser vista com "cautela"

 

Lusa/AO Online   Regional   14 de Mai de 2016, 14:41

O líder da UGT nos Açores, Francisco Pimentel afirmou hoje que a redução do desemprego no arquipélago deve ser vista com "cautela", defendendo um novo paradigma de desenvolvimento económico capaz de gerar "emprego líquido".

“Registamos a tendência para o abaixamento do desemprego, mas receamos que uma parte deste desemprego tenha a ver com outros fatores, nomeadamente, com o Turismo, o fator sazonalidade e o lançamento de novos programas de ocupação”, afirmou à agência Lusa Francisco Pimentel, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

O dirigente da UGT/Açores falava após a reunião do Conselho Geral desta estrutura, que reuniu hoje em Ponta Delgada, para analisar a situação económica e social da região, no mesmo dia em que promoveu um seminário sobre “políticas de crescimento económico e de criação de emprego nos Açores, precisam-se! O papel dos parceiros sociais”.

Reconhecendo a pertinência social dos programas ocupacionais criados pelo executivo açoriano, Francisco Pimentel considerou que estes contribuem para “uma baixa artificial da taxa de desemprego” e “em nada alteram a situação laboral destes trabalhadores, na medida em que embora ocupados se mantêm desempregados, sem direitos e expectativas profissionais”.

“Estamos a assistir a migrações sucessivas de trabalhadores desempregados em programas ocupacionais e constatamos que a economia e as políticas económicas deste governo continuam a não gerar emprego líquido”, referiu Francisco Pimentel, apontando o caso do programa de suporte ao emprego integrado criado pelo Governo dos Açores para ocupar desempregados que tenham terminado outros programas ocupacionais específicos.

Francisco Pimentel voltou a apelar ao Governo Regional para que forneça dados reais e informações quanto ao número de trabalhadores em programas ocupacionais e dê “particular atenção ao uso e abuso do trabalho precário que tem aumentado de forma preocupante na região nos últimos tempos”.

Para o responsável deve ser aberto uma “processo de diálogo franco com todos os parceiros sociais, Governo Regional e agentes políticos, económicos e sociais, que permita encontrar e definir políticas assertivas, que garantam o desenvolvimento económico e o crescimento sustentável do emprego”.

“Estamos a elaborar um documento em parceria com a Câmara do Comércio, Federação Agrícola dos Açores e CGTP”, adiantou Francisco Pimentel, acrescentando que neste constarão medidas concretas para contribuir para um novo paradigma de desenvolvimento económico.


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