UE pede a Israel para “reconsiderar” construção de novas habitações na Cisjordânia ocupada


 

Lusa/AO online   Internacional   18 de Out de 2017, 18:22

A União Europeia (UE) pediu a Israel para “reconsiderar” a sua decisão de construir novas habitações em colonatos judaicos na Cisjordânia ocupada, após serem hoje anunciados projetos para 1.323 casas, que se juntam às 1.292 confirmadas na terça-feira.

“A União Europeia solicitou esclarecimentos às autoridades israelitas e transmitiu a sua esperança de que reconsidere estas decisões, que são prejudiciais para os atuais esforços a favor de conversações de paz significativas”, afirmou em comunicado a porta-voz de Federica Mogherini, a alta representante da UE para os Assuntos externos.

O texto recorda que estas construções são ilegais de acordo com o direito internacional, e “minam a viabilidade de uma solução de dois Estados e as perspetivas de uma paz duradoura”.

A UE, acrescenta o comunicado, permanecerá envolvida com palestinianos e israelitas, e com os seus parceiros internacionais e regionais, incluindo o Quarteto para o Médio Oriente (União Europeia, Nações Unidas, Estados Unidos e Rússia) com o objetivo de apoiar o reinício “de um processo significativo orientado para uma solução negociada de dois Estados”.

Na perspetiva da UE, “este é o único caminho realista e viável para cumprir as legítimas aspirações das duas partes”.

As autoridades israelitas autorizaram esta semana a construção de milhares de habitações na Cisjordânia ocupada, incluindo, pela primeira vez, no centro de Hebron, precisou a porta-voz.



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