UE lamenta veto russo a tribunal especial sobre queda de avião na Ucrânia

UE lamenta veto russo a tribunal especial sobre queda de avião na Ucrânia

 

Lusa/AO online   Internacional   30 de Jul de 2015, 12:03

A União Europeia lamentou o veto russo à criação de um tribunal especial sobre a queda do avião da Malásia em 2014 no leste da Ucrânia, mas sublinhou que a investigação deve prosseguir "para que seja feita justiça".

"Lamentamos muito que, na noite passada, o Conselho de Segurança da ONU não tenha adotado, devido ao veto da Rússia, a resolução sobre a queda do voo da Malaysian Airlines MH17", declarou, em Bruxelas, uma porta-voz do Serviço Europeu de Ação Externa e da Política de Segurança e Negócios Estrangeiros da Comissão Europeia.

Apontando que "esta resolução teria estabelecido um mecanismo vinculativo e credível para julgar os responsáveis" pela "terrível tragédia" e, ao mesmo tempo, "teria também honrado o compromisso do próprio Conselho de Segurança da ONU, na resolução 2166, de levar os responsáveis à justiça", a porta-voz, Maja Kocijancic, defendeu todavia que "este revés" não impede que seja feita justiça através de outros mecanismos, ainda que um tribunal especial criado pelas Nações Unidas fosse "a opção preferida".

"Independentemente deste revés, o trabalho deve continuar, para que aqueles que são direta ou indiretamente responsáveis pela queda do avião sejam levados à justiça", disse, apontando que "os familiares e amigos das pessoas que seguiam a bordo merecem, obviamente, que seja feita justiça".

Nesse sentido, apelou "a todas as partes a colaborar com as investigações em curso".

Na quarta-feira, a Rússia vetou no Conselho de Segurança da ONU uma resolução para criar um tribunal especial para julgar os responsáveis pela queda do avião da Malásia abatido em julho de 2014 no leste da Ucrânia.

Onze países votaram a favor e três abstiveram-se (China, Venezuela e Angola). Antes da votação, os 15 países membros do Conselho de Segurança fizeram um minuto de silêncio em memória das 298 pessoas que seguiam no Boeing da Malaysian Airlines.

O voo seguia de Amesterdão para Kuala Lumpur e a maioria das vítimas eram holandesas.

O avião foi abatido numa zona do leste da Ucrânia onde se registavam combates entre forças ucranianas e separatistas pró-russos.

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