Ucrânia prepara queixa contra a Rússia no Tribunal Penal Internacional


 

Lusa/AO online   Internacional   18 de Mar de 2015, 16:58

O primeiro-ministro da Ucrânia, Arseni Iatseniuk, anunciou que o Ministério Público ucraniano está a preparar uma queixa por agressão contra a Rússia a apresentar ao Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia.

 

"O Ministério Público deve começar sem demora o processo de imputação da Rússia pela sua responsabilidade na agressão contra a Ucrânia no Tribunal de Haia", disse o primeiro-ministro numa reunião do executivo, citado pela imprensa local.

Segundo Iatseniuk, o Ministério da Justiça ucraniano pediu uma peritagem às declarações do presidente russo, Vladimir Putin, e do seu ministro da Defesa, Serguei Shoigu, num documentário da televisão russa sobre a Crimeia.

"As conclusões do Instituto de Peritagem Judicial indicam que essas declarações contêm claros indícios de violações do Direito Internacional e de instruções diretas sobre a anexação da Crimeia e a intervenção militar", disse.

No documentário, Putin afirma que ordenou a anexação da Crimeia horas depois de o parlamento ucraniano depor o presidente Viktor Ianukovich, uma semana antes de as autoridades regionais da península se rebelarem contra Kiev e convocarem um referendo sobre a independência.

Putin diz também que a Rússia nunca teve a intenção de anexar a Crimeia antes da mudança no poder em Kiev, mas que decidiu "garantir à população da Crimeia a realização de um referendo", para o que considerou necessário "desarmar as unidades militares do exército ucraniano e as forças de segurança".

"Ordenei ao Ministério da Defesa que enviasse forças especiais das informações militares, infantaria, marinha e paraquedistas sob a aparência de unidades destinadas a reforçar a segurança das nossas instalações militares" na península ucraniana, para desarmarem os cerca de 20.000 membros das forças ucranianas, disse.

A Rússia anexou a península da Crimeia há um ano, depois de um referendo organizado pelas autoridades regionais e não reconhecido por Kiev em que 96,77% dos votantes apoiopu uma união com a Rússia.

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