Twitter suspendeu quase 377 mil contas num semestre por apologia ao terrorismo

Twitter suspendeu quase 377 mil contas num semestre por apologia ao terrorismo

 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   21 de Mar de 2017, 14:34

A rede social norte-americana Twitter anunciou ter suspendido 376.890 contas no seu serviço nos últimos seis meses, no quadro da luta contra as publicações que fazem a apologia do terrorismo.

 

O Twitter - que começou a divulgar estas estatísticas há um ano - precisou que este número representa um aumento de 60% face ao período de seis meses anterior.

No total, entre 01 de agosto de 2015 e 31 de dezembro de 2016, a rede social cancelou 636.248 contas com conteúdos que defendem ou incentivam o terrorismo.

O Twitter também revelou que mantém, desde 2010, uma parceria com um organismo de investigação norte-americano, a Lumen.

De acordo com a empresa, a Lumen atua como uma "terceira parte independente", recebendo da rede social uma cópia dos pedidos de suspensão das contas.

A ideia é que "cada um possa ver que tipo de conteúdo foi retirado e quem fez o pedido" nesse sentido.

Ainda assim, o Twitter sublinhou que reserva o direito de não passar certas informações à Lumen, como as moradas pessoais e os números de telefone dos subscritores das contas, por razões de confidencialidade e de respeito pela vida privada.

A empresa também realçou que os pedidos de informação por parte das autoridades governamentais aumentaram 7% face ao período anterior, mas relativamente a um número inferior de contas (-13%).

Também se registou um aumento do número de pedidos de suspensão das contas (mais 13%), mas incidindo sobre um menor número de contas (menos 37%).

O Twitter indicou ainda que, nos Estados Unidos, o FBI o autorizou a divulgar a existência de pedidos de vigilância sobre duas contas específicas.

Quanto a contas Twitter de jornalistas e órgãos de comunicação social "reconhecidos", a empresa informou ter recebido 88 pedidos de suspensão no mundo inteiro, mas que, "na maioria dos casos", não adotou medidas, com exceção para a Alemanha e a Turquia (que representaram quase 90% dos pedidos).

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