Turquia: O país estratégico entre a Europa e a Ásia


 

Lusa/AO online   Internacional   16 de Jul de 2016, 00:06

O Exército da Turquia iniciou sexta-feira uma tentativa de golpe de Estado no país, estrategicamente importante e que já está a lutar em duas frentes, nomeadamente contra o grupo extremista Estado Islâmico e os militantes curdos.

A Turquia partilha fronteiras com a Síria, Irão e Iraque, mas também com membros da União Europeia como a Grécia e a Bulgária.

Com o litoral do Mar Negro de frente para a Rússia, a Turquia tem estado na linha da frente da NATO (Aliança do Tratado do Atlântico Norte) há mais de 60 anos.

Com 784.000 quilómetros quadrados, o país é menor que o Paquistão, mas maior do que o estado norte-americano do Texas.

O país, com 78 milhões de habitantes, tem desempenhado um papel fundamental na crise de migrantes na Europa, tendo recebido dois milhões de refugiados sírios.

Membro da NATO desde 1952 e estrategicamente posicionado para fazer parte na coligação internacional, liderada pelos Estados Unidos, para combater o grupo extremista Estado Islâmico, esperou quase um ano para se juntar aos ataques aéreos contra a Síria e para abrir a sua base aérea aos norte-americanos.

A Turquia tem criticado a intervenção Rússia na Síria, que tem provocado vários incidentes no seu espaço aéreo ao longo da fronteira.

Na capital do país, Ancara, vivem cerca de cinco milhões de pessoas. Em Istambul, centro industrial e comercial e maior cidade do país, vivem cerca de 15 milhões de pessoas.

A República da Turquia foi criada em 1923, depois do colapso do império Otomano no final da Primeira Guerra Mundial.

O fundador da república Mustafa Kemak Ataturk foi presidente até à morte, em 1938. O seu sucessor Ismet Inonu introduziu o multipartidarismo em 1946.

O país viveu golpes militares em 1960, 1971 e 1980.

Em 1997, o exército turco forço o mentor do atual Presidente do país a abandonar o poder.

O Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), de cariz islâmica, chegou ao poder em novembro de 2002.

O atual Presidente do país, Recep Tayyip Erdogan, foi primeiro-ministro entre 2003 e 2014, quando se tornou o primeiro chefe de Estado turco a ser eleito diretamente pelo povo.

Desde julho de 2015, que a Turquia tem sofrido um aumento da violência com o regresso do conflito com os curdos.

O cessar-fogo com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) foi violado em julho do ano passado, quando o Governo lançou uma dupla ofensiva contra os radicais islamitas na Síria e militantes curdos no sudeste da Turquia e norte do Iraque.

Desde 1984, que o PKK lidera uma rebelião armadas que já provocou a morte a 45.000 pessoas.

O Ocidente tem manifestado preocupação com os ataques à liberdade de expressão no país, após ataques a vários órgãos de comunicação social e uma série de acusações contra julgamentos.

Desde meados do ano passado, que a Turquia tem sofrido vários ataques terroristas perpetrados pelo PPK e o grupo extremista Estado Islâmico, que provocaram centenas de mortes.



Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.