Turismo do Algarve espera "novo olhar para a região" com novo acordo com o Estado

Turismo do Algarve espera "novo olhar para a região" com novo acordo com o Estado

 

Lusa/AO Online   Nacional   8 de Fev de 2016, 18:17

O presidente da Região de Turismo do Algarve, Desidério Silva, espera que o novo acordo do Governo com os investidores da TAP permita "um novo olhar para o Algarve", com rotas novas e diferenciadas.

 

Desidério Silva frisou que agora que o "Estado acaba por ter uma fatia extremamente importante" no capital da transportadora aérea, o fundamental é que no âmbito da estratégia a definir pela TAP, "haja um olhar diferente" em relação ao Algarve.

O responsável espera que a TAP "possa colocar na sua estratégia novas rotas, de modo a que os algarvios e o turismo do Algarve pudessem dizer que a TAP é uma companhia de bandeira a nível nacional e não que serve apenas uma parte do território".

"É evidente que os voos que a TAP faz de Faro, e faz apenas para Lisboa, são muito poucos para aquilo que é a exigência e a necessidade da região. A Tap podia fazer, como fazem outras companhias de bandeira que voam de Faro para outras cidades europeias", disse.

A justificar esta solicitação, Desidério Silva lembra que o Algarve "faz parte de um país e sendo o destino turisticamente mais importante é claramente aquele que traz mais riqueza no âmbito do turismo a nível nacional", e lamenta que a TAP não tenha até agora dado uma grande importância ao aeroporto de Faro naquilo que é o seu modelo de negócio.

O Governo de António Costa vai pagar 1,9 milhões de euros para o Estado ficar com 50% da TAP, segundo noticiou no sábado o semanário Expresso na sua edição online.

O acordo de conclusão da venda direta de 61% do capital da TAP foi assinado no dia 12 de novembro de 2015 entre a Parpública, empresa gestora das participações públicas, e o agrupamento Gateway, na presença da então secretária de Estado do Tesouro, Isabel Castelo Branco, do então secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Miguel Pinto Luz.

O atual primeiro-ministro sempre se manifestou contra a privatização total da TAP, tendo afirmado em diversas ocasiões que tudo faria para a impedir que a transportadora aérea tivesse mais de 50% do capital privatizado.

No âmbito do novo acordo, “o Estado passa a ter 50% das ações da TAP e o conselho de administração passa a ser paritário (seis elementos nomeados pelo Estado e seis pelo consórcio”, escreve o Expresso, citando o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques.

Nas declarações ao Expresso, Pedro Marques refere que a comissão executiva “permanecerá” como foi designada pelo consórcio, ou seja, Fernando Pinto vai continuar como presidente da TAP e o filho de Humberto Pedrosa, David Pedrosa, como administrador financeiro.

“A presidência do conselho de administração, porém, passa a ser do Estado que tem voto de qualidade”, acrescentou o ministro.

O semanário refere que o consórcio Gateway, que tinha comprado 61% da empresa em novembro, passa agora a ter 50% do capital da TAP, “menos as ações que vierem a ser adquiridas pelos trabalhadores (até um máximo de 5%)”.

O jornal refere também que o acordo alcançado “pressupõe que a distribuição de direitos económicos só ocorra daqui a pelo menos cinco anos e caso haja uma operação de dispersão de capital em bolsa”.

“Nesse caso, o Estado terá 18,75% dos direitos económicos, caso opte por subscrever parte do empréstimo obrigacionista previsto para os acionistas privados, em situações de mercado idênticas”, acrescenta o jornal.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, e os representantes do consórcio Atlantic Gateway, Humberto Pedrosa e David Neelman, deram uma conferência de imprensa no sábado de manhã em Lisboa, após a assinatura do memorando de entendimento, que contou com a presença do primeiro-ministro, António Costa.

 


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