Turismo coloca Algarve no topo da produção de resíduos por habitante

Turismo coloca Algarve no topo da produção de resíduos por habitante

 

Lusa / AO online   Economia   13 de Mar de 2010, 12:11

Com uma produção de lixo superior a 800 quilos por habitante, o Algarve é a região portuguesa onde se regista a maior quantidade de resíduos sólidos urbanos por morador, enquanto os três valores mais baixos pertencem ao Norte.

Segundo os dados mais atualizados da Sociedade Ponto Verde (SPV), os 16 concelhos que compõem a região mais a sul do país produziram 355 352 toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU) em 2008, quando a sua população total era de 421 528 habitantes, o que equivale a 843 quilos por pessoa.

A empresa intermunicipal que gere os resíduos de todo o Algarve justifica a capitação com o fato de o turismo, sobretudo a hotelaria e a restauração, ser a principal actividade económica e lembra que o cálculo está condicionado pela flutuação de população durante todo o ano, embora mais expressiva no verão.

Os turistas contribuem "fortemente" para a produção de resíduos, mas não são contabilizados na população residente.

"Só por este fato e se considerarmos que, embora não existam dados oficiais concretos, se estima que a população média presente (flutuante mais residente) é de 843 551 habitantes e que a produção de RSU foi de 423 284 em 2008 [valor superior ao da SPV], verificamos que a capitação é de 502 quilos por habitante", aponta a Algar.

A uma semana de disponibilizar gratuitamente os seus serviços para receber resíduos da iniciativa "Limpar Portugal", a empresa sublinha que na hotelaria e na restauração a produção de lixo é maior do que numa habitação familiar: "Basta pensar no que existe à disposição num buffet de um hotel e no que é realmente consumido".

Os três valores mais baixos de produção de RSU por habitante em 2008 (303, 338 e 346 quilos) registaram-se na região Norte, em três grupos de concelhos, o primeiro dos quais composto por Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Amarante, Marco de Canaveses, Mondim de Basto e Baião.

Os dados de 2009, ainda não apurados, poderão manter estes municípios e os dos outros dois grupos na primeira posição, já que as empresas que geriam cada um se fundiram no final do ano passado.

Apesar de ter o valor mais baixo, o Norte engloba quantidades muito variáveis que vão até aos 534 quilos por morador, no caso do sistema intermunicipal que engloba a cidade do Porto.

Na Madeira o número de quilos por residente é de 551 e nos Açores varia entre 352 e 565.

No Alentejo a diferença entre os vários valores é menor, mas dos quatro sistemas de gestão de resíduos três são superiores a 500 quilos e um deles apresenta a segunda maior quantidade do país (594 quilos por habitante, no litoral).

As regiões Centro e de Lisboa e Vale do Tejo reúnem grande parte dos valores intermédios: na primeira o lixo por habitante está entre os 356 e 526 quilos e na segunda vai de 437 a 492 quilos.


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