Tunísia avalia impacto económico do atentado de sexta-feira em mais de 450 ME


 

Lusa/AO Online   Economia   30 de Jun de 2015, 06:57

A ministra do Turismo da Tunísia afirmou, esta segunda-feira, que o atentado de sexta-feira, num hotel, que fez 38 mortos, incluindo uma turista portuguesa, pode ter um impacto económico superior a 450 milhões de euros em 2015.

“Foram feitos cálculos. Não estamos em condições de facultar o valor exato, mas podemos contar, pelo menos, no que toca ao impacto no Produto Interno Bruto (PIB), com perda de receitas de mil milhões de dinares”, o equivalente a mais de 450 milhões de euros, declarou Selma Elloumi Rekik.

“Trata-se de um [valor] mínimo, mas ainda assim é, neste momento, uma estimativa”, afirmou durante uma conferência de imprensa.

O orçamento de Estado da Tunísia para o ano de 2015 é de cerca de 29 mil milhões de dinares (13,3 mil milhões de euros).

A ministra do Turismo anunciou uma série de “medidas de urgência” para apoiar os profissionais do setor, como “empréstimos excecionais” para financiar a atividade para as épocas 2015 e 2016.

Selma Elloumi Rekik indicou ainda que o governo decidiu suprimir a taxa de saída do território – de 30 dinares (13,7 euros) – imposta no ano passado aos estrangeiros não residentes. Essa medida tem de ser, contudo, sujeita à aprovação do parlamento.

“Se o setor colapsa (…), a economia desmorona”, realçou.

Na sexta-feira, um jovem estudante tunisino entrou na praia do hotel Riu Imperial Marhaba em Port El Kantaoui, perto de Sousse (140 quilómetros a sul de Tunes), e disparou indiscriminadamente sobre os turistas com uma “Kalachnikov”.

Matou 38 pessoas, incluindo 15 britânicos e uma portuguesa de 76 anos, além de cidadãos alemães, irlandeses e belgas, e feriu 39, das quais 25 britânicos, sete tunisinos e três belgas, antes de ser abatido.

Este ataque representa um novo golpe contra o setor vital do turismo, três meses depois do atentado contra o museu do Bardo em Tunes (22 mortos, incluindo 21 turistas), também reivindicado pelo movimento autoproclamado Estado Islâmico.

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