Tsonga é insuficiente para um quadro sem um nome maior do ténis

Tsonga é insuficiente para um quadro sem um nome maior do ténis

 

Lusa/AO Online   Outras modalidades   22 de Abr de 2016, 09:58

A invasão de uma armada francesa, encabeçada por Jo-Wilfried Tsonga, a aposta na nova geração e a esperança João Sousa não chegam para colmatar a ausência de um nome verdadeiramente sonante no Estoril Open, que arranca na segunda-feira.

 

Há um ano, quando ‘salvou’ o único torneio português do circuito ATP de desaparecer do mapa, a organização escudou-se no facto de a janela de oportunidade das melhores contratações ter fechado muito antes de ser garantida a continuidade do evento e o diretor João Zilhão prometeu captar ‘estrelas’ mais cintilantes para a segunda edição.

Volvidos 12 meses e olhando para os inscritos num quadro que só ficará fechado no sábado, antes do sorteio, pode dizer-se que a missão não foi totalmente bem-sucedida. Sim, há o ambicionado jogador do ‘top-10’ mundial – o francês Jo-Wilfried Tsonga, número sete do ‘ranking -, mas faltam os grandes nomes, aqueles que arrastam multidões e deixam os fãs a suspirar.

Falou-se de Roger Federer, recordista de vitórias em torneios de ‘Grand Slam’, e de Juan Martin del Potro, bicampeão do antigo Estoril Open e um tenista querido do público português, no entanto, no Clube de Ténis do Estoril, a figura maior será o sétimo tenista mundial, que este ano tem como melhor resultado a presença nas meias-finais do Masters 1000 de Monte Carlo.

Sem qualquer título em terra batida no currículo, Tsonga dificilmente poderá ser apresentado como o principal favorito a suceder no palmarés ao compatriota Richard Gasquet, que, depois de preterir o torneio português, pediu um ‘wild-card’ à organização antes de voltar a desistir da opção de defender o título devido a problemas físicos.

O número sete do ‘ranking’ mundial partilhará esse estatuto com outros dois compatriotas, Gilles Simon (18.º) e Benoit Paire (22.º) – se não houver surpresas de última hora, haverá três franceses entre os primeiros quatro pré-designados -, mas, sobretudo, com Nick Kyrgios, finalista em 2015 e 20.º da hierarquia mundial.

O polémico australiano é o rosto mais emblemático da aposta da 3Love, entidade que organiza o torneio, na #NextGen, a denominação usada pela ATP para designar os talentos emergentes do ténis mundial, contudo há outros a ter em conta, como Borna Coric (41.º) ou Kyle Edmund (92.º).

Neste novo Estoril Open, mais intimista e ‘familiar’ – apesar das obras de melhoramento que decorreram este ano no Clube de Ténis do Estoril, o Complexo do Jamor (Oeiras), onde decorria a anterior versão do torneio, continua a deixar saudades -, há espaço para sonhar alto, mais precisamente com uma surpresa chamada João Sousa.

Mas esperar que o melhor tenista português de todos os tempos, atual 34.ª do ‘ranking’, vá além dos quartos de final, fase à qual chegou em 2012, será pedir muito ao vimaranense, que no ano passado foi eliminado na primeira ronda pelo compatriota Rui Machado e que esta semana foi assistido a queixas lombares no torneio de Barcelona.

O quadro principal renovado Estoril Open, que no ano passado sucedeu ao torneio que se disputou durante 25 edições no Jamor, com a organização de João Lagos, arranca na segunda-feira, sendo o vencedor conhecido a 01 de maio.

 



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