Trump e May sublinham "relação especial", apoio "total" à NATO e manutenção das sanções à Rússia

Trump e May sublinham "relação especial", apoio "total" à NATO e manutenção das sanções à Rússia

 

Lusa/AO Online   Internacional   27 de Jan de 2017, 18:25

O Presidente dos EUA, Donald Trump, e a primeira-ministra britânica, Theresa May, manifestaram hoje o seu apoio "total" à NATO e ao prosseguimento das sanções contra a Rússia, após um encontro bilateral em Washington.

No decurso de uma conferência de imprensa comum na Casa Branca, May anunciou uma visita oficial de Trump ao Reino Unido até ao final de 2017, enquanto o Presidente norte-americano sublinhava a “relação muito especial” entre as duas nações.

“Ainda é muito cedo” para falar em levantar as sanções contra a Rússia, declarou Donald Trump no decurso da conferência de imprensa, na véspera de uma conversa telefónica que vai manter com Vladimir Putin.

Por sua vez, a primeira-ministra britânica considerou que as sanções à Rússia devem ser mantidas. “Pensamos que as sanções devem continuar”, defendeu, ao referir-se às “atividades [da Rússia] na Ucrânia”.

A confirmação dos estreitos laços entre Londres e Washington, em particular após o ‘Brexit’, foi sublinhada por Trump, que reiterou o apoio à decisão britânica de sair da União Europeia.

“Um Reino Unido livre e independente é uma bênção para o mundo”, declarou.

Os dois líderes prometeram reforçar os laços comerciais, com May a sugerir que um acordo comercial específico com Washington poderá mitigar os efeitos do ‘Brexit’.

“Agora vão ter a vossa própria identidade, vão ter as pessoas que querem no vosso país. (…). Vão ser capazes de promover acordos de livre comércio sem ter alguém a observá-los e ao que estão a fazer”, prosseguiu Trump.

A polémica em torno da prática da tortura também foi abordada no encontro com os jornalistas, e após Trump ter considerado numa entrevista na passada quarta-feira que as técnicas de interrogatório utilizadas no passado na luta contra o terrorismo, e consideradas como atos de tortura, “funcionam”.

Mas hoje, o chefe da Casa Branca disse que será o seu secretário da Defesa, James Mattis, a decidir sobre a necessidade de reinstaurar a tortura nos Estados Unidos.

Mattis “declarou publicamente que não era especialmente a favor da tortura ou da simulação de afogamento (…). Não estou necessariamente de acordo, mas queria dizer que ele terá a última palavra porque lhe concedi esse poder”, afirmou.

Theresa May foi a primeira dirigente de um país estrangeiro a ser recebida pelo novo Presidente dos Estados Unidos, que foi empossado em 20 de janeiro.

 


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