Trump aponta dedo aos "23 dos 28" aliados da NATO que "não pagam o que devem"

Trump aponta dedo aos "23 dos 28" aliados da NATO que "não pagam o que devem"

 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   25 de Mai de 2017, 15:27

O Presidente norte-americano, Donald Trump, apontou o dedo aos "23 dos 28" países membros da NATO que não cumprem as suas "obrigações financeiras" e advertiu que 2% do PIB "é o mínimo" exigível para reforçar a defesa coletiva.

 

Na sua estreia em reuniões da NATO, e naquela que é a sua única intervenção pública durante a deslocação a Bruxelas, Trump, que discursava por ocasião da inauguração de um monumento evocativo dos ataques de 11 de setembro, foi particularmente crítico em relação aos Aliados que, na sua opinião, "não estão a pagar o que deveriam" -- a grande maioria, entre os quais Portugal -, sobrecarregando assim os Estados Unidos.

"Tenho sido muito, muito direto com o secretário-geral (Jens) Stoltenberg e com os membros da Aliança ao dizer que os membros da Aliança têm finalmente que contribuir com a sua quota parte justa e cumprir as suas obrigações financeiras. Mas 23 das 28 dos países membros ainda não estão a pagar o que deveriam estar a pagar e o que é suposto estarem a pagar para a sua Defesa. Isto não é justo para as pessoas e contribuintes dos Estados Unidos, e algumas destas nações devem massivas quantidades de dinheiro dos últimos anos", afirmou.

Trump referia-se ao compromisso, assumido na cimeira da NATO no País de Gales, em 2014, de, no espaço de uma década, todos os aliados destinarem 2% do respetivo Produto Interno Bruto (PIB) a despesas militares.

De acordo com os dados do relatório de 2016 da Aliança Atlântica, publicado em 13 de março último, no ano passado apenas cinco aliados atingiram ou ultrapassaram o objetivo acordado, designadamente Estados Unidos (3,61%), Grécia (2,36%), Estónia (2,18%), Reino Unido (2,17%) e Polónia (2,01%).

Nesta lista, Portugal surge na 12.ª posição entre os 28 Estados-membros, ao ter consagrado 1,38% do PIB a despesas na área da defesa, o que significa um aumento face a 2015 (1,32%) e a 2014 (1,31%), mas aquém dos valores registados entre 2009 (1,53%) e 2013 (1,44%).


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