Troca de seringas vai continuar e pode ser reforçada

Troca de seringas vai continuar e pode ser reforçada

 

Lusa/AO online   Nacional   29 de Nov de 2012, 14:50

O coordenador do programa de combate à Sida garantiu esta quimta-feira que a troca de seringas vai continuar e eventualmente ser reforçada, apesar de a Associação Nacional de Farmácias (ANF) ter anunciado a sua saída do projeto.

“Estamos a fazer todas as diligências para que no mais curto espaço de tempo seja agilizado”, disse António Diniz, assegurando que “não haverá interrupções”.

Segundo o coordenador do Programa Nacional de Prevenção e Controlo para a Infeção VIH/Sida, quando as farmácias saírem totalmente do projeto já haverá uma alternativa em curso.

A ANF garante assegurar o programa de troca de seringas a toxicodependentes até final de dezembro, enquanto tiver material em "stock", mas deixa para o Governo a resolução desse problema a partir daí.

Uma das possibilidades é o Ministério da Saúde arranjar outro parceiro, mas António Diniz não adiantou se a solução vai passar por aí e quem será esse eventual parceiro.

O responsável afirmou apenas que já teve reuniões com “estruturas do Ministério da Saúde” e que já sabe como é que o programa vai continuar.

Elogiando o trabalho feito pela ANF, António Diniz lembrou no entanto que as trocas feitas nas farmácias representavam menos de metade do total, sendo a maioria feita por associações sem fins lucrativos que apoiam os doentes com VIH.

O vice-presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), Paulo Duarte, disse na quarta-feira no Parlamento que o contrato com o Ministério da Saúde terminou na terça-feira e que a associação não está disponível para continuar a geri-lo.

O responsável adiantou que as farmácias têm em "stock" "kits" que darão até finais de dezembro, altura a partir da qual deixam de gerir este programa.

As farmácias, no entanto, poderão continuar a ser o local onde é feita a troca de uma seringa usada por uma outra nova, como forma de evitar a infeção pelo VIH/sida, desde que a gestão do processo não seja da sua responsabilidade.


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