Tribunal de Leiria mantém julgamento do caso Passerelle


 

Lusa/AO) online   Nacional   10 de Dez de 2007, 14:09

O Tribunal de Leiria informou hoje que já remeteu o recurso do Ministério Público (MP) no caso Passerelle que contesta a divisão dos processos, mas não suspendeu o julgamento, contra a vontade do procurador.
     A informação foi divulgada na sessão de hoje do julgamento e o MP já anunciou que vai recorrer dessa decisão de não suspender as audiências até que o Tribunal da Relação de Coimbra (TRC) aprecie a divisão dos processos, excluindo a parte fiscal dos crimes penais.

    Para o MP, existe uma "conexão" entre a fraude fiscal e os restantes crimes, pelo que o julgamento deveria continuar em conjunto e não em separado e foi nesse sentido o seu recurso.

    No entanto, os juízes não atribuíram ao recurso um efeito suspensivo - que suspenderia as audiências - e só agora caberá ao TRC uma decisão quanto a esta matéria.

    Por outro lado, se o TRC considerar que os crimes fiscais devem ser julgados em conjunto com os de associação criminosa e de tráfico de mulheres, o julgamento que tem decorrido até agora será considerado nulo.

    A decisão de separar os processos seguiu-se ao pedido interposto pelos defensores das duas dezenas de arguidos que queriam ser julgados noutro tribunal por evasão fiscal sobre os mais de 20 milhões de facturação apurados pelas autoridades nas várias casas do grupo.

    Falando à margem da sessão de hoje, o advogado de Vítor Trindade, um dos principais arguidos do processo, rejeitou qualquer ligação do seu cliente aos crimes que têm ocorrido na noite lisboeta e portuense.

    Em declarações aos jornalistas, o advogado Mapril Bernardes considerou completamente "abusivas" quaisquer interpretações que relacionem o caso Passerelle com a morte de empresários ou seguranças de estabelecimentos nocturnos.

    Em Janeiro de 2006, os alegados cabecilhas da rede foram detidos pelas autoridades no âmbito da operação "Yankee", tendo surgido suspeitas de tráfico de mulheres e apoio à prostituição.

    No entanto, a maior parte desses indícios acabaram por não ser provados em fase de investigação e as autoridades concentraram-se nos crimes fiscais.
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.