Tribunal condena homem a dez anos de prisão por tráfico de droga para os Açores

Tribunal condena homem a dez anos de prisão por tráfico de droga para os Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   16 de Jul de 2014, 18:39

O Tribunal de Sintra condenou a dez anos de prisão um homem que se dedicava, a partir da Grande Lisboa, ao envio de elevada quantidade de droga para os Açores, informou a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

 

Segundo a nota da PGDL, um acórdão do Juízo de Grande Instância Criminal de Sintra, publicado em 11 de julho, condenou o arguido "que se dedicava, a partir da área da Grande Lisboa, à introdução de estupefacientes (heroína, cocaína e haxixe), em grandes quantidades, no arquipélago dos Açores".

O homem utilizava "correios de droga, por via aérea, para o envio do estupefaciente e para a recolha dos lucros obtidos com o negócio", acrescentou a nota dos serviços distritais do Ministério Público.

"Para dissimular os valores realizados com o tráfico e obstar à sua eventual apreensão, o arguido convertia alguns dos valores obtidos com as vendas, na aquisição de veículos automóveis e motociclos", esclareceu a PGDL, adiantando que a propriedade dos veículos era registada em nome de terceiros, mas foram declarados perdidos a favor do Estado pelo tribunal.

Dois dos correios de droga foram condenados no mesmo processo, enquanto outros já tinham sido julgados anteriormente em tribunais dos Açores.

O principal arguido, com antecedentes criminais e que se encontrava em liberdade condicional, foi condenado a nove anos de prisão, por um crime de tráfico de estupefacientes agravado e como reincidente, e a três anos de prisão por branqueamento de capitais.

O tribunal decidiu aplicar, em cúmulo jurídico, uma pena de dez anos de prisão e condenar o arguido, de nacionalidade cabo-verdiana, na pena acessória de expulsão do território nacional, pelo período de dez anos.

O arguido vai permanecer em prisão preventiva até ao trânsito da decisão condenatória.

A nota da PGDL informa ainda que a investigação do caso foi realizada pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária, sob a direção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

 


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