Três ilhas dos Açores com patrulha regular em zonas balneares não vigiadas

Três ilhas dos Açores com patrulha regular em zonas balneares não vigiadas

 

Lusa/AO Online   Regional   30 de Jun de 2017, 11:33

As zonas balneares não vigiadas das ilhas do Faial, Pico e São Jorge, nos Açores, vão ter patrulhas regulares a partir de sábado e até ao final de agosto, foi hoje anunciado.

“Esta iniciativa visa prover as zonas balneares não vigiadas de nadadores-salvadores e de alguma capacidade de resposta em caso de incidente”, afirmou à agência Lusa o capitão do Porto da Horta, Rafael da Silva.

Segundo Rafael da Silva, “as zonas balneares não vigiadas e utilizadas são muitas, nestas ilhas do ‘Triângulo’, quando comparadas com o número de zonas vigiadas, e as pessoas frequentam-nos com regularidade, o que é um motivo de preocupação”.

“Não podemos estar presentes em todas estas zonas balneares não vigiadas, mas analisamos aquelas que são mais frequentadas e as melhores alturas para as patrulhar”, adiantou o capitão do Porto da Horta, que superintende as três ilhas.

Por exemplo, o Pico, a segunda maior ilha do arquipélago dos Açores depois de São Miguel, “tem 54 zonas balneares não vigiadas e São Jorge 16”.

O responsável referiu que a gestão dos meios tem de ser feita “de forma o mais eficiente possível”, sendo que a incidência será nas festas e festivais locais, nas quais se registam maiores aglomerados de veraneantes.

Rafael da Silva exemplificou com “a Semana Cultural das Velas, a Semana do Mar na Horta, o Cais de Agosto em São Roque do Pico, as festas da Calheta e da Madalena, e a Semana dos Baleeiros nas Lajes do Pico”.

“Estas iniciativas chamam pessoas e há maior número a frequentar quer as zonas balneares vigiadas, quer as não vigiadas”, explicou.

Rafael da Silva adiantou que no verão de 2016, no Faial, Pico e São Jorge, registaram-se “34 incidentes, sendo que apenas três foram em zonas vigiadas”.

“Não houve mortes, nem feridos graves, mas ninguém está imune a um incidente”, observou.

Esta iniciativa, que começou em 2014, resulta de uma parceria entre a Capitania do Porto da Horta e a Associação de Municípios do Triângulo, sendo que as patrulhas serão feitas de terça-feira a domingo.

“As duas viaturas, com um condutor e um nadador-salvador cada, estarão sempre disponíveis em ilhas diferentes”, referiu, explicando que os condutores são da capitania e os nadadores-salvadores contratados pela associação.

Rafael da Silva apela aos veraneantes para que optem por zonas balneares vigiadas, respeitem a sinalética e as indicações dos nadadores-salvadores, e evitem comportamentos de risco.

“O dispositivo está vocacionado para a assistência aos banhistas, mas se houver outra ocorrência que envolva risco de vida humana no mar, naturalmente que atua”, acrescentou.

 

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