Três candidatos disputam liderança da Ordem dos Enfermeiros nos Açores

Três candidatos disputam liderança da Ordem dos Enfermeiros nos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   10 de Dez de 2011, 10:32

São três as candidaturas que disputam na segunda-feira a presidência da Ordem dos Enfermeiros nos Açores.
A união da classe, o reconhecimento como licenciados e a importância dos cuidados de enfermagem são algumas das propostas das três candidaturas que disputam na segunda-feira a presidência da Ordem dos Enfermeiros nos Açores.

O cargo actualmente exercido por Margarida Rego Pereira vai ser disputado neste acto eleitoral por Luís Picanço, que é responsável pelos resgates aéreos nos Açores, Luís Ferreira, que coordena o projecto ‘Enfermeiro de Família’, e Tiago Lopes.

A candidatura de Luís Picanço, que trabalha no Hospital de Angra do Heroísmo, na Terceira, assume como principal objectivo que os enfermeiros “sejam reconhecidos como licenciados e façam parte dos quadros superiores”

“Podemos comparar-nos aos professores que, quando acabam o curso, são logo considerados licenciados e já nem falo no aspecto monetário, porque isto também traz implicações monetárias”, afirmou o candidato, que também considera “uma vergonha” que enfermeiros recém-licenciados recebam “pouco mais” do que o salário mínimo.

A criação de uma Casa do Enfermeiro no continente e o estabelecimento de protocolos com entidades formadoras, hotéis e transportadoras aéreas são outras propostas desta candidatura, que se assume como sendo de “ruptura”.

Por seu lado, Luís Ferreira, que desempenha funções de supervisor no Centro de Saúde de Ponta Delgada, assume a defesa “intransigente” do Serviço Nacional de Saúde no que se refere aos “cuidados tendencialmente gratuitos e universais”, considerando ainda que “está na altura de evidenciar o valor dos cuidados de enfermagem”.

Para este candidato, trata-se de “listar um conjunto de indicadores que possam dizer se houve ganhos em saúde decorrentes exclusivamente dos cuidados de enfermagem”.

As questões relacionadas com remunerações e a carreira dos enfermeiros são também prioridades para Luís Ferreira.

O terceiro candidato é Tiago Lopes, que trabalha no Hospital de Angra do Heroísmo e considera importante inverter o actual afastamento que caracteriza a classe nos Açores.

“Somos 1.800 enfermeiros, menos do que os que trabalham nos hospitais de Santa Maria (Lisboa) ou S. João (Porto), pelo que não faz sentido que não sejamos unidos e coesos”, defendeu o candidato, para quem é necessário encontrar mecanismos que também permitam uma aproximação entre os profissionais que estão espalhados pelas nove ilhas dos Açores.

Tiago Lopes pretende ainda modernizar a estrutura interna da Ordem dos Enfermeiros e promover o uso das novas tecnologias como instrumentos de trabalho, nomeadamente a videoconferência.

“Temos enfermeiros de várias ilhas e é preciso encontrar mecanismos para que eles participem nas reuniões e nos trabalhos da secção regional, mas também em iniciativas de carácter formativo”, afirmou.


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