Transportadora aérea SATA está a analisar pré-aviso de greve

Transportadora aérea SATA está a analisar pré-aviso de greve

 

Lusa/AO Online   Regional   12 de Abr de 2017, 17:00

O presidente do conselho de administração da transportadora aérea SATA, Paulo Menezes, disse hoje estar a analisar as razões que levaram o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) a emitir um pré-aviso.

 

“Estamos a analisar as razões invocadas pelo sindicato no pré-aviso de greve”, afirmou à agência Lusa Paulo Menezes, garantindo que, se se mantiver a paralisação, a transportadora açoriana “tudo fará para minimizar o impacto nos passageiros”.

Paulo Menezes adiantou que a empresa “já acionou o plano de contingência para fazer face a uma eventual greve” e explicou que a SATA “ainda não tem uma situação financeira equilibrada, estando num processo de recuperação”, além de que está também “condicionada pela legislação em vigor, nomeadamente o Orçamento do Estado”.

A 23 de março, o presidente da SATA afirmou aos deputados da Comissão de Permanente de Economia do parlamento dos Açores ter terminado a primeira ronda de contactos com os bancos para o plano de refinanciamento da empresa e que a abertura das instituições de crédito “foi boa”.

Os tripulantes de cabine da SATA Internacional/Azores Airlines vão estar em greve nos dias 01 e 02 de maio, assegurando apenas três voos de serviços mínimos, anunciou o SNPVAC.

O incumprimento de vários pontos do clausulado do acordo de empresa, assim como de alguns protocolos assinados, são os motivos apontados pelo sindicato.

Segundo o pré-aviso de greve, publicado na imprensa, a paralisação abrange “todos os voos da Azores Airlines/SATA Internacional cujas horas de apresentação e/ou etapa/setor ocorram em território nacional entre as 00:00 e as 23:59 desses dias”.

Estão igualmente incluídos “os demais serviços, como sejam a assistência, reserva, ou qualquer tarefa no solo, ou seja, qualquer tarefa ordenada pela empresa, nomeadamente instrução ou outro serviço em que o tripulante preste atividade, inspeções médicas no âmbito da Medicina do Trabalho, situações de deslocação como 'dead crew' ou através de meios de superfície”.

A greve decretada contempla também os “refrescamentos ou quaisquer outras ações de formação no solo, deslocações às instalações na empresa, desde que expressamente ordenadas por esta, com o objetivo do desempenho de atividade integrada na esfera das obrigações laborais”.

À agência Lusa, Bruno Fialho, do SNPVAC, deu como exemplo de situações não cumpridas pela empresa o tempo de antecedência com que o trabalhador tem de ser avisado quando é convocado para um determinado serviço ou quando é retirado de um serviço para o qual estava nomeado e a difícil leitura dos recibos de vencimento.

O presidente do conselho de administração da SATA escusou-se a comentar as declarações do sindicalista.

 

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