Trabalhadores fazem greve nacional depois de semana de vigilias

Trabalhadores fazem greve nacional depois de semana de vigilias

 

Lusa/AO Online   Nacional   27 de Ago de 2010, 16:57

Os trabalhadores da administração local vão fazer greve no próximo dia 20 de setembro contra "intromissões" do Governo em matérias laborais das autarquias, depois de uma semana de vigílias junto à residência oficial do primeiro ministro, José Sócrates.

Desde segunda feira que representantes dos trabalhadores da administração local se concentraram perto da residência oficial do primeiro ministro para contestar as alegadas "intromissões do governo" em matérias laborais das autarquias, o que o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) considera "abuso de autoridade".

"A greve foi convocada no seguimento das intromissões do Governo, seja no plano gestionário dos trabalhadores, seja na chantagem feita através das instituições que controlam a administração local, como a Inspecção Geral da Administração Local, como através da secretaria de Estado", disse hoje à agência Lusa um dos dirigentes nacionais do STAL, José Manuel Marques.

"Quer em questões gestionárias, quer em questões da contratação coletiva, o governo pretende substituir-se e controlar as aquilo que as autarquias decidem, pretendendo impor a adaptabilidade dos horários dos trabalhadores", afirmou o dirigente.

Na greve nacional de dia 20, o STAL pretende manifestar-se também contra "toda a política que o governo tem vindo a ter, com a particularidade destes problemas da administração local".

"O crescente sentido de desvalorização dos trabalhadores, medidas contra a crise que penalizam quem trabalha, a desvalorização dos salários, o aumento dos impostos" são algumas das contestações do sindicato.

José Manuel Marques disse ainda que esta semana de vigílias "antecipou" a greve e "mostra que os trabalhadores estão determinados" em sublinhar as suas reivindicações.

No último dia de vigília, cerca de 30 representantes do STAL, afeto à CGTP, estavam descontraidamente espalhados pelas sombras num jardim junto à residência oficial de José Sócrates, onde estavam afixados alguns cartazes com mensagens de luta.


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