Trabalhadores em greve na área da saúde na Madeira apenas asseguram serviços mínimos


 

Lusa/AO Online   Economia   12 de Nov de 2014, 11:52

Os associados do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas na área da saúde, que estão esta quarta-feira em greve na Madeira, apenas estão a garantir os serviços mínimos, disse fonte sindical.

 

A responsável do sindicato, Ana Amaral, acusou a direção do Serviço de Saúde da Madeira (SESARAM) de ter pressionado os trabalhadores a não aderir à greve, dizendo-lhes que era "ilegal e que seriam penalizados com falta injustificada".

A dirigente assegurou que "a convocatória e realização da greve cumprem todos os requisitos legais", realçando que o sindicato ainda está em fase de implantação na Madeira, pelo que conta apenas com cem associados.

A nível nacional, segundo Ana Amaral, o número de filiados ascende aos 35 mil.

O sindicato protesta contra o acordo celebrado entre o SESARAM e três estruturas sindicais da Madeira para a aplicação do horário de trabalho semanal das 35 horas.

"Embora pareça, esta não é uma medida positiva, pois o acordo prevê que os trabalhadores podem ser chamados a cumprir até 45 horas semanais", realçou Ana Amaral, adiantando que, por isso, abandonaram a mesa das negociações.

Além do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, o Sindicato dos Enfermeiros da Madeira ficou fora do acordo.

Este acordo abrange os trabalhadores das carreiras de regime geral, carreiras de administração hospitalar, carreiras de pessoal de informática, carreiras dos técnicos superiores de saúde e carreiras dos técnicos de diagnóstico e terapêutica.

Até ao momento não foi possível obter uma reação do SESARAM à paralisação e às críticas do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas.


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