Trabalhadores dos matadouros querem reposição de subsídio de risco


 

Lusa/AO online   Regional   6 de Mar de 2015, 17:02

Os trabalhadores dos matadouros dos Açores, os únicos do país que continuam a ser públicos, vão definir "formas de luta" para reivindicarem a manutenção do subsídio de risco e do direito à reforma aos 55 anos, disse fonte sindical.

"Com o Orçamento do Estado de 2013, por omissão, todas essas bonificações existentes no país para reforma ou reformas mais cedo foram abolidas, com exceção da GNR e mais duas ou três áreas militares. E neste momento temos seis casos que foram recusados pela Caixa Geral de Aposentações e isso de facto tem levantado muita indignação junto dos trabalhadores dos matadouros", disse hoje o sindicalista João Decq Mota, em conferência de imprensa em Ponta Delgada.

O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas vai assim iniciar na próxima semana plenários com os trabalhadores dos matadouros dos Açores para serem definidas "formas de luta" em defesa da manutenção do subsídio de risco e da possibilidade de se reformarem mais cedo.

"Até aonde isto irá? Até onde isto for necessário, os trabalhadores é que vão determinar. Como nós sabemos, a nossa região é uma região aonde se comemora o Espirito Santo e várias situações em que o consumo de carne é muito elevado e que leva, digamos, a uma maior matança. Naturalmente que será nessas alturas em que os trabalhadores darão o expoente máximo à sua luta", afirmou João Decq Mota.

Na conferência de imprensa de hoje, o sindicalista voltou a apelar à adesão à greve nacional da função pública do dia 13 de março, sublinhando que "existem muitas razões para os trabalhadores da administração regional" se juntarem ao protesto.

"O que é fundamental é o descongelamento dos escalões, da progressão na carreira, o facto de não termos a revisão e a negociação anual dos salários da administração pública, e isto engloba todo o país, e por aquilo que temos de eco nos locais de trabalho em relação aos plenários e às reuniões que temos feito, esperamos sinceramente uma boa adesão a esta greve, quer na área da saúde, quer na área da educação, quer também nas outras áreas", disse.


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