Trabalhadores do Sindicato dos Bancários do Sul em greve a 11 de janeiro


 

Lusa/AO Online   Nacional   28 de Dez de 2016, 16:22

Os trabalhadores do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI) estarão em greve a 11 de janeiro, criticando a suspensão pelo sindicato da revisão das convenções coletivas de trabalho e degradação das condições de trabalho.

 

Em greve poderão estar 1500 trabalhadores do SBSI, desde administrativos do sindicato até pessoal médico e enfermeiros que prestam serviços nos SAMS, o subsistema de saúde dos bancários que é gerido pelo sindicato dos bancários.

Segundo disse à Lusa o dirigente sindical Rui Marroni, em setembro de 2011, o Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas fez a denúncia das convenções coletivas de trabalho para proceder à sua revisão e até outubro 2013 houve 25 reuniões com vista à negociação de um novo acordo. Contudo, desde então, terminaram os contactos.

“Apesar dos ofícios enviados, dos pedidos de reunião, nunca tivemos resposta, até já recorremos a entidades oficiais. O que causa perplexidade é a direção do sindicato parar o processo negocial, não dar explicações, e no dia 14 de novembro ter requerido a caducidade das convenções coletivas de trabalho”, afirmou Rui Marroni, pelo que os trabalhadores avançam agora para a paralisação.

Contudo, afirmou, admitem desconvocar a greve caso haja um compromisso que permita avançar com as negociações e as convenções em vigor se mantenham até um novo acordo.

Os trabalhadores abrangidos pela greve são os afetos aos Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, Sindicato dos Médicos da Zona Sul, Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde, Sindicato Nacional dos Profissionais Farmácia e Paramédicos e Sindicato dos Fisioterapeutas Portugueses.

Já em meados de dezembro, em comunicado à imprensa, estes sindicatos que representam trabalhadores do SBSI tinham criticado a atitude da direção do SBSI enquanto entidade patronal porque, consideram, “tem apostado na degradação das condições de trabalho dos seus trabalhadores, através do aumento exponencial da precariedade e de outras irregularidades”, que dizem que tem provocado insatisfação generalizada, sobretudo nos “serviços clínicos dos SAMS, particularmente no Hospital e no Centro Clínico de Lisboa”.

Os sindicatos informaram então que enviaram, em outubro, um pedido de audiência à Comissão Parlamentar do Trabalho e da Segurança Social para denunciar estas situações e que esperam que seja agendada a sua ida ao Parlamento.

A Lusa tentou contactar a direção do SBSI, mas, por enquanto, sem sucesso.


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