Trabalhadores da saúde vão entregar pré-aviso de greve para dia 15 de maio


 

Lusa/AO Online   Economia   27 de Abr de 2015, 18:50

A Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas vai entregar na terça-feira um pré-aviso de greve nacional de 24 horas dos trabalhadores da saúde para o dia 15 de maio.

Segundo o dirigente sindical Luís Pesca, esta foi uma das decisões já tomadas pelos trabalhadores que estão desde as 15:00 concentrados na entrada do Ministério da Saúde, em Lisboa.

Entre as exigências que motivam a marcação da greve está a reposição das 35 horas de trabalho semanal e a criação de carreira de técnico auxiliar de saúde.

Cerca de três dezenas de trabalhadores da saúde ocuparam pelas 15:00 a entrada do Ministério da Saúde, em Lisboa, para exigir a marcação de reunião com o ministro Paulo Macedo.

Luís Pesca, da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, disse à agência Lusa que foi enviada no dia 17 deste mês uma carta ao ministro a exigir a marcação de uma reunião, tendo Paulo Macedo remetido para a secretaria de Estado, que até hoje não deu qualquer resposta.

Os trabalhadores pretendem manter-se na entrada do Ministério da Saúde até que haja uma reposta por parte do ministro.

"Está na hora de o Governo ir embora" e "Basta, basta, basta, a saúde está à rasca" são frases gritadas pelos trabalhadores, que exibem também cartazes a exigir a demissão do Governo e que aludem à defesa do Serviço Nacional de Saúde.

“Macedo, escuta, a saúde está em luta” e “35 horas já” foram outras das palavras de ordem mais usadas pelos trabalhadores em protesto.

Com o objetivo de insistir no pedido de reunião, os sindicalistas entregaram hoje no Ministério uma nova carta em que pedem a Paulo Macedo uma reunião “com caráter de urgência”.

Questionado sobre se a marcação de uma reunião será motivo para retirar a greve prevista para 15 de maio, o sindicalista Luís Pesca disse que isso só ocorrerá se o Ministério “cumprir todas as exigências”.

Além da reposição das 35 horas semanais e da criação da carreira de técnico auxiliar de saúde, as reivindicações dos trabalhadores passam pela criação do suplemento de risco, penosidade e insalubridade e pela valorização das carreiras de técnico de diagnóstico e terapêutica e técnico superior de saúde.

O Sindicato pretende ainda discutir com Paulo Macedo o processo de municipalização da saúde.


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