Trabalhadores da RIAC concentram-se na vice-presidência do Governo dos Açores

Trabalhadores da RIAC concentram-se na vice-presidência do Governo dos Açores

 

Lusa/AO online   Regional   2 de Mai de 2018, 13:18

Cerca de quatro dezenas de trabalhadores da Rede Integrada de Apoio ao Cidadão (RIAC) concentraram-se esta quarta-feira em frente à vice-presidência do Governo dos Açores como forma de pressionar o executivo para iniciar um processo negocial.

Francisco Pimentel, líder nos Açores do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP), declarou aos jornalistas a necessidade de promover a valorização profissional, tendo afirmado que “não é correto”, como refere o vice-presidente do Governo Regional, que a região “não tem competências para fazer uma simples carreira específica”.

A 24 de abril, o Governo dos Açores considerou haver um "enorme equívoco" na anunciada greve dos trabalhadores da RIAC, cerca de 100 nos Açores, sustentando que matérias de carreiras na administração pública são competência da República, não da região.

"Carreiras específicas da administração pública não são competência da região", vincou o vice-presidente do Governo dos Açores, Sérgio Ávila.

O dirigente sindical, que falava em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, referiu que “outra coisa é saber se estão ou não reunidos os requisitos legais para a criar, sendo esta uma matéria que se poderá perfeitamente conversar à mesa das negociações".

Francisco Pimentel questionou a “vontade política” para fazer avançar este processo no primeiro de uma greve de três dias dos trabalhadores da RIAC, tendo a delegada sindical e porta-voz dos trabalhadores Carmen Araújo condenado, por seu turno, a “indiferença, desrespeito e autoritarismo” praticado “contra os trabalhadores diariamente”, a par da “falta de apoio das chefias” à “complexidade dos serviços”.

“Estamos constantemente a adaptar-nos a um novo serviço”, disse a sindicalista, que considerou terem os trabalhadores um “vencimento muito baixo para o que se faz (693,13 euros de salário base)”, tendo voltado a reivindicar a necessidade de abrir negociações com o executivo regional para se criar uma carreira especial ou outro “cenário possível”.

Após os trabalhadores terem sido recebidos pelo gabinete do vice-presidente do Governo dos Açores, Carmen Araújo declarou que se a atual paralisação não for eficaz terão lugar “todas as que forem necessárias para se chegar ao ponto fulcral, que é a dignificação e valorização profissional".



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