Trabalhadores da PT/Meo voltam a manifestar-se

Trabalhadores da PT/Meo voltam a manifestar-se

 

Lusa/AO Online   Economia   17 de Ago de 2017, 07:47

Organizações representativas dos trabalhadores da PT/Meo voltam hoje a concentrar-se junto da Presidência do Conselho de Ministros, em Lisboa, tentando alertar o Governo para a transferência compulsiva de funcionários para outras empresas.

A concentração é organizada pelas Estruturas de Representação Coletiva dos Trabalhadores (ERCT) da PT, que juntam comissão de trabalhadores e vários sindicatos, e está marcada para as 12:00, podendo prolongar-se até às 14:30, à porta da Presidência do Conselho de Ministros, onde o Governo vai estar na habitual reunião semanal.

"Nesta jornada de luta vamos tentar, mais uma vez, ser recebidos pelo Governo para falar da situação laboral na PT Portugal, particularmente na Meo", e entregar ao primeiro-ministro um documento com as preocupações dos trabalhadores da empresa, refere uma informação das ERCT (SINTTAV, STPT, SINDETELCO, SNTCT, TENSIQ, STT, Federação dos Engenheiros, SINQUADROS e SITESE).

Na quinta-feira da semana passada, cerca de quatro dezenas de trabalhadores e sindicalistas da PT/Meo protestaram no mesmo local contra a transferência compulsiva de funcionários para outras empresas e prometeram mais "luta", quando perceberam que o primeiro-ministro não ia receber os seus representantes.

As preocupações com a situação da operadora de telecomunicações passa pelas cerca de 1.400 rescisões contratuais em dois anos, pelos cerca de 300 trabalhadores que ficaram sem funções, a que se junta a mudança de mais de 150 funcionários para empresas do grupo da multinacional de comunicações e conteúdos, que detém a PT Portugal, recorrendo à figura de transmissão de estabelecimento.

Já em 21 de julho, mais de 2.000 funcionários e ativistas da operadora adquirida pela multinacional francesa Altice marcharam, em dia de greve, entre a sede da PT, nas Picoas (Lisboa), e a residência oficial do chefe de Governo, em São Bento, mas foram apenas recebidos por um assessor de António Costa para os assuntos financeiros.

O executivo socialista tem defendido a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) para averiguar da legalidade da situação, mas aquela entidade, segundo representantes sindicais que com ela se reuniram, terá reconhecido constrangimentos para atuar em concreto sem que a legislação seja alterada.



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