Trabalho

Trabalhadores da COFACO não aceitam deslocalização

Trabalhadores da COFACO não aceitam deslocalização

 

Lusa / AO online   Regional   19 de Jan de 2010, 14:05

Os trabalhadores da fábrica de conservas da COFACO na ilha do Faial, Açores, recusaram hoje a solução proposta pela empresa que previa a mudança do local de trabalho para a unidade existente na vizinha ilha do Pico.
A posição dos trabalhadores foi hoje revelada por Vítor Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação, Comércio, Escritório e Serviços dos Açores, na sequência de um plenário de trabalhadores realizado esta manhã na Horta, Faial.

Segundo o sindicalista, que falava numa conferência de imprensa nesta cidade açoriana, “não é aceitável que, em troca de um salário de 500 euros”, os trabalhadores da fábrica do Faial tenham que “sacrificar a vida pessoal e a família” para se deslocarem diariamente para outra ilha.

Nesse sentido, frisou que os cerca de 40 trabalhadores da fábrica da Horta, a maioria do sexo feminino, “não estão dispostos a tal situação”.

Vítor Silva salientou que o anunciado encerramento desta unidade fabril vai trazer “sérios problemas" aos trabalhadores, além de representar um “claro impacto negativo na economia da ilha”, onde residem cerca de 15 mil pessoas.

Por essa razão, defendeu a necessidade de “encontrar soluções para viabilizar a unidade fabril da COFACO no Faial”, revelando que o sindicato já agendou reuniões com a Câmara da Horta e com a Câmara do Comércio e Indústria local para analisar a questão, tendo também solicitado audiências ao Governo Regional dos Açores e ao Conselho de Ilha do Faial.

“Este é um momento difícil, mas acreditamos que a sociedade faialense estará atenta e participará activamente neste processo, por uma questão de solidariedade, pela estabilidade do emprego e pelo equilíbrio da economia da ilha”, frisou Vítor Silva.

O sindicalista recordou ainda “experiências positivas” da intervenção do governo regional noutras empresas que também estavam em risco de fechar, como aconteceu com a Fábrica de Conservas de Santa Catarina, em S. Jorge, afirmando esperar a “colaboração” do executivo socialista para a resolução deste problema.

A fábrica de conservas da COFACO no Faial é a única unidade do género na ilha e labora há mais de duas décadas.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.