Trabalhadores da aerogare civil das Lajes fazem greve às horas extraordinárias


 

Lusa/AO online   Regional   21 de Out de 2014, 17:12

Os trabalhadores da aerogare civil das Lajes iniciam na quinta-feira uma greve às horas extraordinárias, que se estende até 31 de dezembro e pode colocar em causa as escalas técnicas.

 

"Todos os serviços aéreos de aviões que possam fazer escalas técnicas podem ser afetados", frisou, em declarações à Lusa o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP)/Açores, Francisco Pimentel.

Segundo o sindicalista, a greve às horas extraordinárias é o "último recurso", como forma de protesto pelo "mau ambiente de trabalho" existente no serviço.

A "gota de água" foi a "alteração unilateral" do horário dos trabalhadores que têm responsabilidades em termos de tráfego aeroportuário e dão assistência em terra, o que para o SINTAP representou um "claro desrespeito e violação da obrigação legal da auscultação prévia das suas organizações representativas de trabalhadores na matéria".

No entanto, os trabalhadores têm outras queixas, como a demora na atribuição das classificações de serviço referentes a 2013, "apesar dos reiterados pedidos feitos nesse sentido".

Segundo Francisco Pimentel, há ainda "atrasos superiores a dois meses no pagamento das horas extraordinárias já efetuadas", apesar de este atraso já ter sido superior.

O sindicalista denunciou ainda uma tentativa de "imposição" do regime de banco de horas a estes trabalhadores ao arrepio do disposto na lei e no acordo assinado pelo SINTAP em matéria de duração e organização do tempo de trabalho.

Se esta medida tiver adesão por parte dos trabalhadores, os aviões que peçam para aterrar fora do horário normal de trabalho podem não ter condições para o fazer.

"Esperamos que haja uma reconsideração de posições", frisou Francisco Pimentel, acrescentando que o sindicato já dialogou com a direção da aerogare e com a Direção Regional dos Transportes, que tutela a infraestrutura.

O SINTAP apelou à "compreensão e solidariedade" da população para os "eventuais inconvenientes que esta greve possa provocar", assegurando que "tudo se fez para tentar resolver, de forma cordata e aberta, os problemas e impasses enunciados anteriormente, infelizmente sem qualquer sucesso".


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