Trabalhadores concentram-se em várias lojas do país para reivindicar melhores condições


 

Lusa/AO Online   Economia   27 de Out de 2011, 11:31

Os trabalhadores do Pingo Doce estão hoje concentrados em algumas lojas do país, exigindo aumentos salariais, cumprimento dos horários definidos semestralmente, melhores condições de higiene e a atribuição de um cartão de descontos para funcionários.

A loja de Algés, em Oeiras, foi uma das escolhidas para estas concentrações. No local, estiveram dez trabalhadores a distribuir panfletos informativos aos clientes, envergando também com bandeiras do CESP (Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal).

"Estamos aqui para reivindicar aumentos salariais: queremos para 2012 um aumento de um euro por dia e queremos que o nosso subsídio de alimentação sofra um aumentozinho para passar para os 5,65 euros. Gostávamos que nos fosse dado o cartão funcionário que já muitas empresas da concorrência têm, que atribui aos funcionários um desconto de oito por cento nas compras feitas em loja", disse Elisabete Santos, trabalhadora do Pingo Doce.

A sindicalista, que trabalha no Pingo Doce desde 1994 e está atualmente no CESP a tempo inteiro, referiu ainda que, apesar de os horários dos trabalhadores estarem organizados a seis meses e "afixados para a ACT [Autoridade para as Condições do Trabalho] ver", "na realidade, os praticados são muito diferentes e todos os dias [os funcionários] têm horários diferentes", o que viola o definido no Acordo da Empresa.

A higiene é outro dos problemas apontados pelos trabalhadores. Elisabete Santos disse à Lusa que há várias lojas que não asseguram as condições mínimas de higiene aos funcionários: "Nesta loja (Algés), por exemplo, temos falta de higiene nas casas de banho, sobretudo na das mulheres", sendo frequente a ocorrência de infeções urinárias.

A empresa, diz a sindicalista, não tem dialogado com os trabalhadores: "Antes de convocar a concentração, enviámos uma carta à empresa para nos receber. A resposta foi um ofício a dizer que não tinham disponibilidade nas datas que tínhamos proposto mas também não apresentaram alternativas", contou Elisabete Santos.

A sindicalista disse ainda que a última vez que trabalhadores e empresa se reuniram foi "no ano passado, no Ministério do Trabalho", coisa que não voltou a acontecer desde então e que já não acontecia "há vários anos".

As concentrações de trabalhadores da cadeia de supermercados do grupo Jerónimo Martins fazem parte das iniciativas organizadas pela Confederação Geral de Trabalhadores Portugueses (CGTP), que convocou uma "Semana de Luta", que hoje termina.

A Lusa tentou contactar a Jerónimo Martins mas até ao momento não foi possível obter uma resposta.


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