Todos os países podem fazer mais na luta contra surto

Todos os países podem fazer mais na luta contra surto

 

Lusa/AO online   Internacional   21 de Out de 2014, 16:44

Os Estados Unidos admitem que a resposta de Washington contra o atual surto de Ébola na África Ocidental não foi "suficientemente rápida", mas acreditam que os esforços em curso vão ser essenciais para vencer esta batalha humanitária.

 

“A administração norte-americana admite que não foi suficientemente rápida para controlar a doença, mas vamos trabalhar agora e vamos fazer mais”, disse hoje à Lusa o porta-voz em língua portuguesa do Departamento de Estado norte-americano, Justen Thomas, que se deslocou esta semana a Lisboa.

Na última semana, algumas organizações têm criticado a lentidão da resposta por parte dos países e a falta de solidariedade internacional face ao surto do vírus do Ébola, que já matou desde o início do ano mais de quatro mil pessoas na África Ocidental.

Uma das vozes críticas foi o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, que afirmou que o mundo “estava a perder a batalha” face ao vírus do Ébola, por falta de solidariedade internacional.

A ONU lamentou igualmente o facto do fundo especial das Nações Unidas para o combate contra o Ébola contar apenas com um valor monetário pouco expressivo, quando comparado com o montante inicialmente prometido pelos países.

Justen Thomas adiantou que “todos os países podem fazer mais”, incluindo os Estados Unidos, para ganhar a batalha humanitária do Ébola, que representa uma ameaça tanto para a segurança internacional como para a segurança de cada país.

Nesse sentido, segundo explicou o representante, os Estados Unidos estão a ajudar com valores monetários, mas também na construção de infraestruturas que não existem nos países mais afetados pela epidemia.

O diretor do Media Hub of the Americas (estrutura do gabinete de relações públicas do Departamento de Estado norte-americano com sede em Miami, Florida) precisou que os Estados Unidos decidiram enviar para a África Ocidental cerca de quatro mil elementos das Forças Armadas, especialistas nas áreas de engenharia, logística e de infraestruturas, para a ajudar na construção de centros médicos, estruturas de saneamento e vias rodoviárias.

“É um dever ajudar os seres humanos que estão a sofrer com esta doença. (…) Nos últimos quatro anos, os surtos de Ébola foram controlados. Sabemos que este também pode ser controlado. Conhecemos a doença, temos a informação científica sobre a doença, vamos usar essa informação para ajudar a Africa Ocidental a ganhar esta batalha”, concluiu Justen Thomas.

Segundo o último balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS), com data de 13 de outubro, o Ébola causou 4.555 mortos em 9.216 casos registados em sete países (Libéria, Serra Leoa e Guiné-Conacri, os mais afetados, mas também Nigéria, Senegal, Espanha e Estados Unidos).

O Ébola tem fustigado o continente africano regularmente desde 1976, sendo o atual surto o mais grave desde então.



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