Tír na Gnod trazem 'a eterna juventude' a um Tremor Todo-O-Terreno esgotado

Tír na Gnod trazem 'a eterna juventude' a um Tremor Todo-O-Terreno esgotado

 

Miguel Bettencourt Mota   Cultura e Social   14 de Mar de 2018, 08:44

O Tremor Todo-o-Terreno atingiu o limite de inscrições praticamente no mesmo dia em que abriram. Este ano, a caminhada na natureza vai fazer-se com a atmosfera sonora dos Tír na Gnod, uma versão duo de Gnod. O projeto estreia em São Miguel e, conforme nos disse Marlene Ribeiro, vai apresentar uma boa dose de improviso e beber do cenário envolvente. De resto, será terapia ao abrigo de uma lenda celta que promete a eterna juventude.


O evento Tremor Todo-o-Terreno já esgotou as inscrições. Portanto, há curiosidade em perceber o que é que a Marlene Ribeiro e o Paddy Shine - enquanto versão duo dos Gnod - irão apresentar. O que têm pensado?

Nós ainda não temos tudo em concreto, mas será uma peça livre e vamos improvisar com vários sons. Vai ser num estilo de terapia de som, num estilo mais ambiente. Estamos um pouco limitados com o que poderemos levar para São Miguel, mas devemos recorrer vários samples dos instrumentos que temos em casa.

O que irão compor musicalmente será criado de raiz e em contexto de residência na ilha ou já trazem algo preparado?

Já temos algo idealizado, mas só quando chegarmos aí é que vamos montar a peça...

...O objetivo é também deixarem que São Miguel vos aponte alguns caminhos sonoros?

As ideias vão connosco e depois aí é que veremos o que usar ou não... O resultado será mais ou menos improvisado e (claro!) inspirado pela natureza da ilha.

Em que é que este projeto Tír na Gnod se distancia de Gnod?

Este é um projeto novo. Claro que nós já tocámos juntos há anos e, portanto, será novo de uma forma, mas de outra não. Mas sim, será o primeiro concerto de Tír na Gnod...

...Tír na Gnod porquê? O que motivou a escolha do nome?

O nome é um trocadilho e é inspirado na mitologia celta Tír na nÓg...Uma terra encantada na qual os Deuses que a habitavam tinham o poder da eterna juventude. Então, ninguém envelhecia, ou ficava doente...Como eu e o Paddy nos mudámos para a Irlanda há uns meses atrás e avançámos para um projeto novo numa casa no campo, os nossos amigos começaram a brincar connosco e chamaram-nos Tir na Gnod... Assim ficou!

Agora aplicaram-no na vossa vinda a São Miguel. O que esperam encontrar por cá?

Muita beleza [risos]! Nós nunca visitámos os Açores e como amantes da natureza estamos muito empolgados com o facto de podermos conhecer São Miguel.

Os concertos e locais surpresa do Tremor Estufa suscitam-nos sempre muita curiosidade...Poderemos esperar ouvir Negra Branca, o seu projeto a solo, nesta edição do festival?

Vai ser só Tir na Gnod. Não vou fazer nada com Negra Branca, desta vez, mas nunca se sabe no futuro...

Apesar de ser a primeira vez que vai estar nos Açores, como é voltar para tocar no seu país?

Há sempre um sentimento especial. Eu saí de Portugal tinha quinze anos e comecei a tocar música na Inglaterra, onde tive mais oportunidades. Agora, de cada vez que volto, para mim, é um sonho! Ter essa oportunidade é óptimo.






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