Terrorismo entra na agenda de reunião de MNE da UE a pedido de Paris

Terrorismo entra na agenda de reunião de MNE da UE a pedido de Paris

 

Lusa/AO Online   Internacional   18 de Jul de 2016, 07:41

A luta antiterrorista entrou na agenda da reunião de hoje, em Bruxelas, dos chefes da diplomacia da União Europeia (UE) a pedido do governo francês, que enfrenta as consequências do atentado de quinta-feira, em Nice.

O pedido de Paris foi anunciado na rede social Twitter do serviço de imprensa do Conselho da UE, um dia depois de um homem ter lançado um camião sobre uma multidão que festejava o feriado nacional francês, na avenida marginal de Nice.

O balanço provisório do ataque contabiliza 84 mortos, entre os quais 10 crianças e adolescentes, e mais de 200 feridos, incluindo um português, segundo o registo oficial. O ataque foi reivindicado pelos extremistas do Estado Islâmico.

Com a presença da secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Margarida Marques, em representação do ministro dos Negócios Estrangeiros, em visita a Moscovo, os 28 têm ainda na agenda um encontro com o seu homólogo norte-americano, John Kerry.

A reunião decorrerá sob a forma de um pequeno-almoço de trabalho promovido pela Alta Representante da UE para a Política Externa e de Segurança, Federica Mogherini.

Em destaque estará ainda a estreia de Boris Johnson, antigo autarca de Londres e um dos rostos da campanha pela saída do Reino Unido no referendo de 23 de junho.

Johnson chega agora a Bruxelas como chefe da diplomacia do novo governo liderado por Theresa May depois da demissão de David Cameron, por a opção pela saída dos britânicos do espaço comunitário ter saído vencedora da votação.

O Conselho terá início pelas 10:30 locais (09:30 de Lisboa) com um debate sobre a América Latina e Caraíbas, que incidirá nomeadamente sobre relações futuras com Cuba, o processo de paz na Colômbia, a Argentina e a situação na Venezuela e serve de preparação para a reunião dos Ministros dos Negócios Estrangeiros UE-Comunidade dos Estados da América Latina e das Caraíbas, na República Dominicana, em outubro.

As relações com a China, a crise migratória, assim como os recentes acontecimentos na Turquia, embora a tentativa de golpe de Estado do fim-de-semana não conste da agenda oficial, também devem merecer atenção.

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