Teresa Romero dá negativo na prova


 

Lusa/AO online   Internacional   21 de Out de 2014, 16:51

A auxiliar de enfermagem espanhola Teresa Romero deu negativo na sua quarta prova do vírus do Ébola, pelo que "cumpre os critérios de cura da doença", anunciou um responsável hospitalar.

 

“A prova do vírus do Ébola da paciente que atendemos no nosso hospital deu resultado negativo. Este dado acrescenta-se às três provas negativas dos últimos três dias”, disse em conferência de imprensa José Ramon Arribas, da Unidade de Doenças Infeciosas do Hospital Carlos III em Madrid.

“A equipa médica que atende a paciente considera que se cumprem os critérios de cura do vírus estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde”, afirmou ainda.

O resultado negativo foi confirmado em quatro provas realizadas em quatro dias consecutivos através do método reação em cadeia de polimérase (PCR, na sua sigla inglesa), um dos métodos mais comuns usado na deteção e diagnóstico de doenças infeciosas.

Escusando-se a avançar mais dados sobre o estado de saúde de Teresa Romero, que está sem medicação específica para o vírus do Ébola desde sexta-feira, recordou que a paciente pediu para não se revelar informação mais precisa.

“Posso dizer é que os pacientes que recuperam de uma doença por vírus do Ébola podem sentir alguma sintomatologia e que qualquer paciente que padeceu de uma doença muito grave tem algumas alterações que podem levar alguns dias para passar”, afirmou.

“Mas os pacientes com Ébola podem curar-se completamente e levar uma vida normal”, disse ainda, referindo que pacientes que “que cumpram os critérios de cura não precisam de precauções adicionais de contacto”.

Fernando de la Calle, do Serviço Medicina Interna do Carlos III explicou que a paciente continuará a ser acompanhada e vigiada para lidar com os efeitos que o vírus teve no seu corpo.

“As sequelas dependem da evolução. Uma coisa é o negativo do vírus no sangue, outra coisa foi o que fez o vírus. Vamos continuar a estudar a e vigiar para ver, com tratamentos específicos, para minimizar eventuais sequelas”, disse.

“Em qualquer paciente, apesar da virulência, não costumam ficar sequelas”, sublinhou.



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