"Temos de criar consciência coletiva de que estudar é necessário"


 

Lusa/Açoriano Oriental   Nacional   14 de Fev de 2017, 17:18

A secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Fernanda Rollo, defendeu a necessidade de se criar consciência coletiva de que estudar faz bem e é necessário, para tornar Portugal um país competitivo e reconhecido internacionalmente.

"Todos juntos temos de criar esta consciência coletiva de que estudar faz bem e é necessário. É preciso passar esta mensagem às famílias, aos empresários, às pessoas, porque é para bem dos nossos jovens que estamos a trabalhar", sustentou.

Ao longo da sua intervenção na cerimónia de inauguração do edifício pedagógico, ampliado e requalificado, da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego, Fernanda Rollo sublinhou a necessidade de se apostar na formação.

"Não podemos ter um país competitivo, valorizado, reconhecido internacionalmente, se não apostarmos naquilo que é essencial: a preparação das pessoas. Estamos ainda muito aquém daquilo que seria necessário", acrescentou.

De acordo com a representante do Governo, apenas um em cada três jovens frequenta o ensino superior.

"Nenhum de nós pode sentir-se confortável perante isto: em cada três jovens, com idade para estar a frequentar o ensino superior, apenas um está a fazê-lo. Ficamos preocupados com isto, pois temos noção de que precisamos de competências, pessoas capazes e que sejam também pessoas satisfeitas com o seu quadro de valores, identidade e, naturalmente, no sentido humanista e de serviço à sociedade", referiu.

A secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior destacou ainda que as probabilidades de um jovem com formação superior ter emprego "são no mínimo 80 por cento superiores àquele que não tem formação superior".

Sobre as obras de ampliação e requalificação de que foi alvo a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego, Fernanda Rollo apontou que permitiu ficar com instalações acolhedoras e, sobretudo, adequadas.

"Regozija-nos muitíssimo e, não temos a mais pequena dúvida, de que tem de ser este o caminho, criando infraestruturas. Não é propriamente facílimo, mas é seguramente aquilo que no mínimo temos de proporcionar: infraestruturas para que os nossos jovens e não só possam aprender onde nascem, onde vivem e podem construir a sua vida", disse.

O edifício da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego - unidade orgânica do Instituto Politécnico de Viseu - foi alvo de obras recentes de ampliação e remodelação no valor de um milhão de euros.

A empreitada permitiu ampliar a área do edifício em mais de mil metros, sendo construídas quatro novas salas de aula, duas salas de reunião, nove gabinetes e um espaço para a Associação de Estudantes.

Criaram-se ainda novas acessibilidades e zonas de circulação, para além de ter sido instalado um elevador.

A Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego tem atualmente 500 alunos, distribuídos por seis licenciaturas, oito cursos técnicos superiores profissionais e um mestrado.

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