Teixeira dos Santos satisfeito com abertura do PSD para "eventual abstenção"

Teixeira dos Santos satisfeito com abertura do PSD para "eventual abstenção"

 

lusa   Economia   24 de Jan de 2010, 15:47

 O ministro das Finanças declarou-se hoje satisfeito com a abertura que o PSD tem vindo a revelar "de uma eventual abstenção" na votação do Orçamento de Estado para 2010.

"Estou satisfeito com a abertura que o PSD tem vindo a revelar de uma eventual abstenção", disse Teixeira dos Santos, no final de uma reunião de cerca de duas horas e meia com a presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite.

"Não está decidida, não houve compromissos ainda, mas penso que há uma vontade, pelo que me pude aperceber, de avançar nesse sentido da abstenção", adiantou o ministro.

A líder do PSD escusou-se hoje a revelar o sentido de voto do partido sobre o Orçamento de Estado para 2010, mas adiantou ter recebido "muito boas indicações" na reunião com o ministro das Finanças.

Segundo Manuela Ferreira Leite, que falava no final da reunião, Teixeira dos Santos terá hoje apresentado ao PSD propostas que corresponderão ao rigor solicitado pelos sociais-democratas para inverter a trajectória de endividamento do país nos últimos anos.

"As medidas que tive oportunidade de referir à Dra Manuela Ferreira Leite são medidas que serão significativas, tendo em vista prosseguirmos esse caminho de consolidação de redução do défice orçamental", disse o ministro aos jornalistas, considerando que, tendo em conta o "ambiente de agrado e satisfação" que pode sentir, o PSD terá encontrado "boas razões para viabilizar o orçamento".

Teixeira dos Santos alertou, no entanto, para " iniciativas que prejudicam e que comprometem" o esforço de consolidação orçamental, referindo-se concretamente à alteração da lei das finanças locais.

"A alteração da lei das finanças regionais neste momento não será compreendida por ninguém como sendo um sinal de rigor e de contenção da despesa pública", disse, adiantando que "nenhum português compreenderá".

"Num período em que vamos ter de ser exigentes na política salarial com a função pública, os funcionários públicos não perceberão porque é que se vai dar mais umas dezenas de milhões à Madeira nesta conjuntura", insistiu, considerando que também "os mercados internacionais não perceberão".

A proposta de Orçamento de Estado é entregue na terça-feira no Parlamento.


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