Tecnológica portuguesa Gema quer conquistar Reino Unido e Espanha

Tecnológica portuguesa Gema quer conquistar Reino Unido e Espanha

 

Lusa / AO online   Economia   29 de Jan de 2017, 11:31

A tecnológica portuguesa Gema Digital, especializada em experiências interativas, vai apostar no desenvolvimento do negócio no Reino Unido e em Espanha para terminar este ano com uma faturação global de dois milhões de euros.

 

"Temos estado a trabalhar, investir e a criar alguns produtos que vão permitir atacar este ano o Reino Unido e Espanha, nomeadamente com soluções 'smart museum' [museu inteligente] e 'smart heritage' [soluções inteligentes direcionadas ao turismo e às cidades]", disse à Lusa Martim Pessanha, 'managing partner' (sócio administrador) da Gema Digital.

O responsável afirmou que a empresa, que já tem um escritório em Londres, vai abrir o primeiro em Espanha em 2018.

A Gema Digital está agora a aproveitar o "know-how" (conhecimento) do trabalho que faz desde 2007 na área da realidade virtual e aumentada, que "está na moda", e a apostar em Espanha (Madrid e Barcelona) e no Reino Unido, para contrabalançar o abrandamento do negócio em Angola e no Brasil.

"Em Angola, o segundo semestre de 2016 foi bastante positivo e com muitos projetos solicitados, mas a dificuldade que temos na transferência de divisas levou a que baixássemos, de forma temporária, o volume de negócios", explicou à Lusa o responsável.

Já no Brasil, "a aposta continua a ser a de trabalharmos não só em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas na região Norte, onde temos dois projetos em análise que esperamos que avancem em breve", salientou.

No Reino Unido, a empresa tem um sócio local e vai participar no primeiro grande projeto até março deste ano.

A Gema Digital tem também trabalhado em projetos pontuais nos Estados Unidos e, embora considere que este mercado é "importante para o negócio", aponta como próxima aposta para este ano o México, país onde tem um escritório.

"Há bastantes projetos no México. Em 2016 participámos no Museu do Futebol em Pachuca, próximo da Cidade do México, o que constituiu um sucesso", afirmou Martim Passanha, acrescentando que a empresa aposta "numa expansão internacional sustentada, pensada, estruturada e com pouco endividamento".

Em 2016, a tecnológica portuguesa registou um volume de negócios global na ordem dos dois milhões de euros, mas a percentagem do volume de negócios gerado a nível internacional recuou para os 40%.

Para este ano, espera aumentar a percentagem da faturação gerada nos mercados externos para, no mínimo, 50%.

Atualmente, a empresa emprega 25 trabalhadores, mas a sua estratégia internacional vai exigir o reforço este ano da sua equipa na área da programação.

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