Taxa de abandono precoce na educação recua 33% em quase duas décadas nos Açores

Taxa de abandono precoce na educação recua 33% em quase duas décadas nos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   9 de Fev de 2017, 07:26

A taxa de abandono precoce na educação e formação nos Açores diminuiu 33% em quase duas décadas, fixando-se em 26,9% em 2016, disse hoje o secretário regional da Educação, destacando a trajetória descendente deste indicador.

 

“Em 1998, partimos de uns inaceitáveis 60% e em 2016 alcançámos uns muito mais toleráveis 27%, após um importante recuo de 33% na taxa de abandono escolar precoce”, afirmou à agência Lusa Avelino Meneses, ao comentar os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o INE, Portugal alcançou em 2016 uma taxa de abandono precoce de educação e formação de 14% (13,7% em 2015). Na Madeira, a taxa foi de 23,2% e nos Açores de 26,9% o ano passado.

A taxa de abandono precoce de educação e formação é a percentagem de pessoas entre os 18 e os 24 anos que deixou de estudar sem terem completado o secundário.

“Em relação aos dados que hoje foram conhecidos, eu diria que na transição de 2015 para 2016, ou seja no decurso do último ano, a taxa de abandono escolar precoce aumentou, infelizmente, se bem que embora pouco em Portugal, por força do comportamento do continente. Ao invés, nas regiões autónomas, houve felizmente um decréscimo”, declarou Avelino Meneses.

O governante referiu que, quando comparada com 2015, esta taxa teve um “decréscimo ligeiro na Madeira, de quatro décimas”, e “um decréscimo muito mais significativo nos Açores, de quase dois pontos percentuais”.

“Pese embora o facto de estarmos aquém do objetivo almejado, certo é que ao longo dos anos nos Açores o abandono escolar precoce segue uma trajetória descendente, muito positiva”, sendo a “redução mais acentuada de todo o país”, realçou.

Para Avelino Meneses, a evolução desta taxa na região “transporta dois sinais positivos”, sendo que o primeiro significa que “os jovens dos Açores procuram, cada vez mais, uma formação complementar da escolaridade obrigatória”.

De acordo com o responsável, o segundo sinal é que “os jovens dos Açores conseguem agora um ingresso mais rápido no mercado de trabalho”, prova de que, no arquipélago, “o pico da crise económica e social é cada vez mais um registo de um passado” que se quer “cada vez mais distante”.

O responsável salientou que esta taxa “reporta-se aos jovens entre os 18 e os 24 anos que ou não estão em processo de formação ou não conseguiram ingresso no mercado de trabalho”.

Questionado sobre o facto de o arquipélago continuar a liderar esta taxa no país, registando quase o dobro da do país, Avelino Meneses adiantou que a expectativa “é de, ano após ano”, continuar “a diminuir” esta taxa “a uma percentagem mais acelerada do que vai acontecendo no resto do país e, por via disso”, a região aproximar-se, “primeiro, dos valores atingidos pela Madeira, depois, numa etapa um pouco mais longínqua, dos valores nacionais”.

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