Dia da Natureza

Tartarugas devolvidas ao oceano depois de salvas por pescadores

Tartarugas devolvidas ao oceano depois de salvas por pescadores

 

Lusa / AO online   Nacional   28 de Jul de 2010, 18:11

“Hope” e “Hércules” são as duas tartarugas Caretta caretta, uma espécie ameaçada, que foram hoje, no Dia Nacional da Conservação da Natureza, devolvidas ao Atlântico depois de meses hospedadas no Centro de Reabilitação do Zoomarine, no Algarve.
A bordo do navio da Marinha de Guerra Portuguesa “NRP João Roby” e a 22 quilómetros da costa de Portimão, os secretários de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, e da Defesa Nacional e Assuntos do Mar, Marcos Perestrello, tiveram o privilégio de devolver ao habitat natural e a uma profundidade de 70 metros as tartarugas “Hope” e a “Hércules”.

“Hope” – em português esperança –, a tartaruga que em Janeiro um grupo de pescadores de Tavira encontrou presa num emaranhado de redes com a barbatana peitoral esquerda danificada e que teve de ser amputada, foi a primeira a ser libertada ao mar pelas mãos de Marcos Perestrello.

Depois da “Hope”, que entrou com cinco quilos e meio de peso no Zoomarine, e regressou à vida selvagem com o dobro do peso, foi a vez de “Hércules”, a tartaruga recolhida em Sines também por pescadores, ser solta pelo secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.

“Estamos a retribuir ao mar um dever que temos para com ele”, declarou Humberto Rosa, depois de libertar Hércules no Oceano Atlântico, louvando o trabalho dos pescadores pelo fato de salvarem os animais que encontram nas redes de pesca, e elogiando as parecerias entre o Zoomarine, Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) e Marinha Portuguesa.

Segundo Humberto Rosa, o Estado português e os seus parceiros têm o “dever de conciliar a actividade piscatória com a conservação da natureza”.

Uma das sete tartarugas que existem no Planeta Terra é a tartaruga-comum ou Caretta caretta, uma espécie que pode atingir aos 150 quilos e que normalmente é encontrada em águas quentes, temperadas ou tropicais, explicou aos jornalistas o biólogo marinho do Zoomarine, Élio Vicente.

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