TAP cancelou 468 dos voos programados para junho e julho

TAP cancelou 468 dos voos programados para junho e julho

 

Lusa/AO online   Economia   5 de Ago de 2014, 10:55

A TAP cancelou 468 voos entre 1 de junho e 30 de julho, o que equivale a uma taxa de cancelamentos de 2,3% nos últimos dois meses, de acordo com os últimos números divulgados pela companhia aérea portuguesa.

 

"No total, nos primeiros cinco meses do ano realizámos 42.929 dos 43.290 dos voos programados, enquanto de 1 de junho a 30 de julho realizámos 19.826 de 20.294", informa o presidente da TAP, numa carta enviada na segunda-feira aos trabalhadores, a que a Lusa teve acesso.

Portanto, a TAP cancelou nos últimos dois meses, que coincidiram com o lançamento de 11 novas ligações, 2,3% dos voos programados, o que compara com uma taxa de cancelamento inferior a 1% até ao final de maio.

Ainda assim, Fernando Pinto destaca na carta que "a TAP tem sido, nos últimos anos, uma das companhias mais regulares da Europa, tendo nos primeiros cinco meses deste ano realizado 99,2% dos voos programados, melhor do que 98,9% do mesmo período de 2013".

"É verdade que a situação se alterou em junho/julho, meses em que baixámos para 97,7%, face a 98,1% do ano anterior, ou seja, menos de meio por cento", acrescenta.

O presidente da TAP garante que "a situação esteja praticamente normalizada", mas lembra que ainda há "muito trabalho pela frente neste verão", agradecendo, "desde já, a todos pelo enorme esforço que têm desenvolvido, incluindo aqueles que não trabalhando na linha da frente contribuem, com o seu apoio e motivação, para resolver a situação” que a empresa atravessou.

No final de julho, o presidente da TAP anunciou "medidas excecionais" para compensar os funcionários pelo trabalho extraordinário realizado desde 01 de junho para minimizar o impacto das perturbações na companhia junto dos passageiros, de acordo com uma circular a que a Lusa teve acesso.

Nessa circular enviada aos trabalhadores, o presidente da TAP, Fernando Pinto, anunciava a decisão de adotar "algumas medidas excecionais e transitórias", "um sinal de reconhecimento e incentivo por parte do conselho de administração executivo".

Estas medidas vão compensar o pessoal navegante técnico e de cabine e o pessoal de terra.

Um dia depois, os pilotos da TAP decidiram uma greve para 09 de agosto para contestar o agravamento das condições de trabalho e obrigar o acionista Estado a receber os sindicatos para se discutir a situação da empresa.

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