Super-heróis ganham companhia de Lady Bug nas ruas neste Carnaval

Super-heróis ganham companhia de Lady Bug nas ruas neste Carnaval

 

Lusa/AO Online   Nacional   22 de Fev de 2017, 07:47

Os heróis vão voltar a sair à rua no Carnaval, mas, segundo os comerciantes, ao Super-Homem, ao Batman e ao Homem Aranha vai juntar-se uma novidade este ano: Lady Bug, para mostrar que as meninas também sabem ser super-heroínas.

 

A agência Lusa contatou diversas lojas de disfarces e os responsáveis foram unânimes: o fato de Carnaval eleito pelas raparigas, e mais vendido este ano, foi o da personagem de animação Lady Bug, a jovem estudante que tem vida ‘dupla’ e quando não está na escola tenta salvar o mundo.

“Tem a ver com influências da televisão. As crianças querem aquilo que veem nos desenhos animados”, disse Nuno Santos, responsável da Casa do Carnaval, situada na baixa de Lisboa e que conta com mais de 130 anos de história.

O responsável pela loja ‘online’ Funidelia confirmou o impacto das séries de televisão e dos filmes que as crianças veem, já que, embora se vendam máscaras para todas as idades, os mais novos são os reis e rainhas do Carnaval, são quem dita as tendências.

“De longe a personagem que arrasa é Lady Bug, muito popular entre as meninas. Para os meninos, os personagens deste ano são Chase e Marshall dos desenhos animados da Patrulha Pata. Estas séries têm tido muito sucesso nos últimos meses e por elas nota-se uma influência muito grande no nosso mercado”, disse Thibaut Puls.

A responsável da Misterius, em São João da Talha, em Loures, e que também vende ‘online’, referiu que os fatos mais populares para raparigas são o de Lady Bug e o de Vaiana, personagem do mais recente filme dos estúdios da Disney - uma jovem aventureira que, ajudada pelo semideus Maui, parte em missão para salvar o seu povo.

“Este ano as meninas pedem muito as super-heroínas. Além da Lady Bug, temos pedidos para Bat Girl ou Super Girl”, disse Cristiana Matias, lembrando que o universo da Alice no País das Maravilhas é também muito procurado.

O Chapeleiro Maluco, personagem criada pelo escritor Lewis Carrol para o livro “Alice no País das Maravilhas”, está este ano na moda também no segmento de adulto, segundo os responsáveis das lojas.

Além das máscaras de Anos 20 ou 50 (do século XX) para festas, há os casos em que grupos de amigos se disfarçam de um mesmo tema, como com os fatos de barril de cerveja que dois grupos pediram na Misterius.

São os adultos os maiores consumidores de perucas fora do vulgar - muito grandes ou muito berrantes, afro, cabelos florescentes e compridos. Óculos de todos os tamanhos e feitios são também muito pedidos nesta altura, além de brincadeiras para assustar.

O responsável da Partyland, com lojas nas Laranjeiras (Lisboa), Quarteira (Loulé) e Évora, explicou que os fatos da Disney, e não propriamente de princesas, são os mais vendidos este ano, com destaque para os disfarces da Patrulha Pata e Lady Bug,.

“Os fatos para crianças vendem-se muito bem até hoje e quinta-feira porque grande parte das escolas faz os desfiles na sexta-feira. Penso que os adultos só farão mesmo as compras à última da hora e só vão procurar no fim de semana os seus disfarces”, disse à Lusa Riaz Issa, proprietário daquela cadeia.

Na Mascarilha, com lojas em Lisboa, Cascais, Porto e Coimbra, além de vendas igualmente pela internet, também a Lady Bug entrou em ação para as meninas, enquanto os rapazes optaram sobretudo pelos heróis da Marvel e pelo universo Star Wars.

Para adulto, as maiores procuras partem de mulheres, que querem disfarces da personagem Harley Quinn, do filme norte-americano de aventura e fantasia sombria “Esquadrão Suicida”, inspirado nos DC Comics, enquanto os homens procuram fatos “cómicos”.

Enquanto na maior parte das lojas as máscaras do atual presidente dos Estados Unidos da América pouca procura tiveram, na centenária Casa do Carnaval as cerca de 360 máscaras de latex de Donald Trump importadas venderam-se todas.

“E se tivéssemos mais, mais tínhamos vendido e só pela sátira, porque acredito que quem as comprou não foi por gostar de Trump”, afirmou Nuno Santos.

Além das tendências mais específicas deste ano, destacam-se, como sempre, os disfarces de polícias, bombeiros ou outras profissões que povoam o imaginário das crianças, sejam pedidos para particulares, seja para escolas, para os tradicionais desfiles de Carnaval.

 

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