Suécia pronta para usar força contra submarino suspeito

Suécia pronta para usar força contra submarino suspeito

 

Lusa/AO online   Internacional   21 de Out de 2014, 16:48

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Suécia advertiu que poderá usar a força para obrigar a vir à superfície um suspeito mini-submarino russo que a marinha sueca persegue há vários dias.

 

Contratorpedeiros, helicópteros e mais de 200 militares bateram uma área entre 30 e 60 quilómetros a partir da capital sueca desde sexta-feira, após relatos de um "objeto feito pelo homem" na água.

O chefe militar sueco, general Sverker Goeranson, disse existir "provável atividade submarina" na costa ao largo de Estocolmo e estar preparado para utilizar a "força armada" para trazer à superfície a misteriosa embarcação.

A Suécia divulgou no domingo uma fotografia desfocada daquilo que poderá ser um mini-submarino.

"O mais importante desta operação - independentemente de descobrirmos alguma coisa - é enviar um claro sinal de que a Suécia e as suas Forças Armadas estão a atuar e estão preparadas para agir quando pensamos que este tipo de atividade está a violar as nossas fronteiras", frisou o general.

"O nosso objetivo, agora, é obrigar o que quer que aquilo seja a vir à superfície... com força armada, se necessário", acrescentou.

Apesar de grande especulação de que a "atividade" é um submarino russo - entre relatos não-confirmados de transmissões intercetadas para o enclave russo de Kaliningrado, do outro lado do mar Báltico, e da presença de um petroleiro russo quase parado em águas suecas desde o início da operação - as autoridades suecas não fizeram qualquer referência à Rússia nas suas declarações públicas.

Moscovo negou ter qualquer submarino na zona e apontou o dedo à Holanda, que rejeitou a acusação afirmando que um submarino da sua marinha já tinha atracado na capital da Estónia, Tallinn, depois de participar em manobras com a marinha sueca.

"Não encontrámos qualquer embarcação. Consideramos que os relatos confirmam que alguma coisa está a acontecer. Existe provável atividade submarina", disse Goeranson à imprensa, acrescentando que é "extremamente difícil" localizar submarinos.

Contudo, disse que a operação militar de grande envergadura - que se concentrou hoje à tarde na ilha de Ingaroe, a apenas 30 quilómetros de Estocolmo - prosseguirá durante o tempo que for necessário.

Durante mais de uma década de caça aos submarinos russos, nos anos 1980 e no início dos anos 1990, a Suécia nunca conseguiu capturar um, exceto em 1981, quando o U137 encalhou a algumas milhas de uma das maiores bases navais da Suécia, causando um conflito diplomático embaraçoso para a Rússia.

Ao início da tarde de hoje, pelo menos cinco navios estiveram estacionados durante mais de duas horas numa zona a leste de Ingaroe, o local mais próximo da área continental da Suécia desde que a operação começou.

O diário Dagens Nyheter noticiou que um dos navios tinha "estabelecido contacto" com alguma coisa, mas o general Goeranson negou que tal tivesse ocorrido.

As tensões aumentaram em torno do Báltico desde o início da operação militar, que o ministro dos Negócios Estrangeiros da Letónia, Edgars Rinkevics, considerou "uma viragem no jogo" para a segurança da região.

O primeiro-ministro lituano, Algirdas Butkevicius, declarou hoje ao jornal sueco Expressen que a suspeita atividade russa é um "aviso aos países bálticos e à Escandinávia".

"O que começou na Ucrânia é visível noutros locais. Os países da União Europeia devem agora unir-se. Só estando unidos poderemos enfrentar estes desafios e ameaças", sublinhou.


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