Submarino tripulado ajuda a desvendar e mapear ambientes marinhos nos Açores

Submarino tripulado ajuda a desvendar e mapear ambientes marinhos nos Açores

 

LUSA/AO Online   Regional   17 de Jul de 2016, 15:10

O submarino tripulado "LULA1000", operado pela Fundação Rebikoff-Niggeler, tem contribuído para desvendar e mapear ambientes marinhos desconhecidos nos Açores, um mergulho a mil metros de profundidade que foi ontem acompanhado pelo secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia.

“A Fundação Rebikoff-Niggeler tem contribuído para afirmar os Açores como uma região marítima rica em biodiversidade e interessada em explorar e preservar o seu meio marinho”, afirmou Fausto Brito e Abreu citado numa nota do Governo Regional, acrescentando que “a exploração científica dos oceanos é hoje um objetivo que todas as nações, e regiões, marítimas estão empenhadas em cumprir”. A Fundação Rebikoff-Niggeler está sediada na ilha do Faial desde 1994 e foi considerada, em 2000, instituição de utilidade pública pelo Governo Regional. Após um mergulho no talude insular das Lajes do Pico a bordo do submarino “LULA1000”, um dos dez veículos tripulados existentes no mundo com capacidade para mergulhar a mil metros de profundidade, Fausto Brito e Abreu considerou que “o conhecimento científico dos ecossistemas marinhos é o primeiro passo para se definir política marítima”. “O mergulho a 1.000 metros de profundidade permitiu observar e registar espécies e habitats sensíveis e ainda pouco conhecidos”, salientou o governante açoriano, frisando que “o mar profundo dos Açores, com milhões de quilómetros quadrados, esconde aos nossos olhos paisagens submersas que só há poucas décadas começámos a desvendar”. O Governo Regional, através da Direção Regional dos Assuntos do Mar, tem colaborado com a Fundação Rebikoff-Niggeler, contratando 20 horas de imersão por ano ao submarino “LULA1000” para estudos oceanográficos. O submarino “LULA1000”, com capacidade para três tripulantes, está a ser usado para projetos de documentação e de pesquisa de espécies do mar profundo dos Açores, mas também para a realização de vídeos “de elevadíssima qualidade” dirigidos ao grande público, que “está cada vez mais desperto para a importância de conhecer e preservar as maravilhas naturais que o mar dos Açores encerra”. Segundo disse Fausto Brito e Abreu várias cadeias internacionais de televisão já vieram ao arquipélago filmar os fundos submarinos. Além disso o secretário regional do mar destacou que os Açores são “no contexto nacional e internacional considerados uma potência em ciências do mar”, acrescentando que “o futuro centro de investigação internacional dos Açores, que incluirá o Observatório do Atlântico, dará uma maior centralidade e visibilidade às ciências do mar que se produzem na Universidade dos Açores atualmente, e nos centros de investigação, como o IMAR e o Okeanos”.


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