Subida da TSU vai "aumentar dramaticamente desemprego"

 Subida da TSU vai "aumentar dramaticamente desemprego"

 

Lusa/AO Online   Economia   13 de Set de 2012, 07:32

A ex-ministra das Finanças e ex-presidente do PSD Manuela Ferreira Leite defendeu hoje que a subida da contribuição dos trabalhadores para a Segurança Social vai "aumentar dramaticamente o desemprego", apelando ao "bom senso e prudência" do Governo.

Em declarações ao canal televisivo TVI 24, Manuela Ferreira Leite disse que a medida "perniciosa" do aumento da Taxa Social Única aplicada aos trabalhadores vai "aumentar dramaticamente o desemprego", já que os trabalhadores "vão financiar empresas que podem falir".

"Não sei qual o interesse desta medida surreal, que ninguém defende", declarou, condenando o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, por "gerir a tesouraria das empresas".

Manuela Ferreira Leite descreveu Portugal como um "país destroçado", onde "o que está a faltar é o bom senso e a prudência".

"Não podemos governar um país com base num ato de fé", apontou a ex-líder social-democrata, acrescentando que lhe "dá algum desconforto" ver Portugal governado "por modelos".

A antiga ministra das Finanças sustentou que, a continuar a austeridade sobre austeridade, Portugal vai "cair no fundo". A consolidação orçamental, advogou, "não se consegue sem crescimento, sem investimento".

Manuela Ferreira Leite invocou que "ninguém sabe em que consistem as negociações com a troika" formada por Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, a ponto de se saber quais as medidas por ela impostas e quais as que foram propostas ou recusadas pelo Governo PSD/CDS-PP de Pedro Passos Coelho.

A antiga presidente do PSD questionou-se sobre em que estado Portugal vai estar em 2014, quando "nada indica" que o país "vai melhorar", a manter-se a atual "política de ajustamento" económico-financeiro.

Para Manuela Ferreira Leite, a "alternativa" passa por "negociar verdadeiramente com quem está a impor as regras".

A ex-ministra lembrou o "empobrecimento sem visão de futuro" de reformados e da classe média e assegurou que, se fosse governante, não tomaria medidas que "tivessem impacto social e pessoal tão violento".

Para Manuela Ferreira Leite, o líder do CDS-PP, Paulo Portas, "podia ter já reagido" às novas medidas de austeridade, que deram ao PS oportunidade de "demarcar-se".


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