Sonda Philae terá assentado em material macio e estar mal ancorada

Sonda Philae terá assentado em material macio e estar mal ancorada

 

Lusa/AO online   Ciência   13 de Nov de 2014, 10:53

A Agência Espacial Europeia (ESA) afirmou que a sonda 'Philae' pode ter assentado em material macio e não estar segura à superfície do cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko, onde pousou na quarta-feira para, durante meses, estudar aquele corpo celeste.

 

Falando aos jornalistas em Darmstadt, Alemanha, Stephan Ulamec, gestor do 'Philae', o primeiro engenho espacial da História a pousar na superfície de um cometa, disse haver indícios de não ter havido disparo do arpão que visa prender a sonda ao núcleo do cometa.

“Isso poderia significar que estamos assentes em material macio e não estamos seguramente ancorados” na área do cometa, explicou Stephan Ulamec, assinalando que ainda falta perceber onde e como é que "realmente pousou", questões que deverão ser respondidas dentro de “poucas horas”.

Logo após a sonda Philae pousar com sucesso na superfície do cometa '67/P Churyumov-Gerasimenko', a ESA anunciou na rede socoal Twitter que a análise feita aos dados de telemetria indicava que "os arpões não dispararam, como primeiro se pensou" e a equipa que acompanhou o percurso de aterragem do robot 'Philae' admitiu outras “opções de readaptação” dos arpões.

A sonda pousou às 16:02, segundo o centro de controlo de operações da ESA, localizado em Darmstadt, na Alemanha.

O 'Philae' é o primeiro engenho espacial da História a pousar na superfície de um cometa, o que alguns especialistas comparam em termos de importância científica e complexidade técnica à chegada à Lua ou à missão japonesa Hayabusa, que em 2005 inspecionou a superfície de um asteróide.

O robot 'Philae' separou-se da sonda espacial 'Rosetta', à qual viajou acoplado durante 10 anos, às 09:03 horas de hoje e pousou, tal como previsto, sete horas depois.

A 'Rosetta' chegou em agosto perto do '67P/Churyumov-Gerasimenko', depois de uma viagem de 10 anos através do sistema solar, para estudar a sua origem, numa altura em que o cometa ainda não está ativo, sem projetar material formando a tradicional "cauda", porque está localizado a uma distância de 450 milhões de quilómetros do Sol.

A "aterragem" do 'Philae', que representa um verdadeiro desafio tecnológico, ocorreu numa zona designada 'Agilkia', situada num lado do cometa onde chega a luz solar, energia que permitirá alimentar o pequeno robot.

A missão do robot 'Philae' é medir o campo magnético do cometa e realizar testes, até 30 centímetros de profundidade, dos materiais da superfície na fase de atividade máxima, enquanto se aproxima do Sol.

A ESA quer estudar a cauda do cometa, averiguar a água que o corpo celeste possui e perceber se o líquido é como o da Terra, bem como analisar a existência de moléculas complexas.



Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.