Solução não pode exigir mais "esforço orçamental"

Solução não pode exigir mais "esforço orçamental"

 

Lusa/AO Online   Economia   27 de Abr de 2016, 07:03

O ministro das Finanças recusou hoje que a solução para o Novo Banco passe por mais esforços orçamentais, considerando que o sistema financeiro tem de ser visto com "muita cautela" pelos impactos que pode ter na economia.

 

“É evidente que o sistema financeiro é a área da economia mais aberta e mais permeável a flutuações, às vezes não muito significativas, mas que têm impactos extremados, e por isso tem de ser visto com muita cautela”, afirmou Mário Centeno, na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, em resposta a preocupações da deputada do Bloco de Esquerda Mariana Mortágua.

Para o ministro, a estabilização do sistema financeiro passa “pela regularização do Novo Banco”, afirmando que só se pode “atuar para que Novo Banco possa ter uma estrutura acionista estável”.

Nesse sentido, Mário Centeno afirmou que o esforço financeiro feito pelo Estado “já foi feito” em 2014 e que neste momento o objetivo do Governo é recuperá-lo, de modo a que “não exista mais nenhum esforço orçamental associado ao Novo Banco”.

O Novo Banco foi criado no início de agosto de 2014, na sequência da resolução do Banco Espírito Santo (BES), e é um banco de transição detido integralmente pelo Fundo de Resolução bancário.

Depois do colapso do BES, o Novo Banco foi capitalizado com 4.900 milhões de euros através do Fundo de Resolução Bancária. O Estado português entrou com 3.900 milhões de euros neste Fundo e os bancos com os restantes 1.000 milhões.

Esta medida fez o défice orçamental de 2014 subir para 7,2% do PIB, mais 2,7 pontos percentuais acima dos 4,5% reportados anteriormente.

Este banco de transição tem de ser vendido no máximo até agosto de 2017, depois de a Comissão Europeia ter estendido por um ano a data para a sua alienação.

A instituição teve prejuízos de 980,6 milhões de euros em 2015, justificando mais de metade deste resultado negativo ainda com o 'legado' do BES.

Já o resultado operacional (antes de impostos, imparidades e provisões) foi positivo em 125 milhões de euros em 2015.

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